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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Elysium

Título Original: Elysium (EUA , 2013)
Com: Matt Damon, Jodie Foster, Sharlto Copley, Diego Luna, Wagner Moura e Alice Braga
Direção e Roteiro: Neill Blomkamp
Duração: 109 minutos


Nota: 3 (bom)

O diretor sul-africano Neil Blomkamp chega a Hollywood após o sucesso do seu “Distrito 9”. Em “Elysium” ele convoca um grande elenco para mais uma vez fazer um filme de ficção científica com política e crítica social como pano de fundo. É impossível não fazer comparações entre os filmes e o resultado desse novo trabalho é inferior, mas ainda é positivo.

Logo no início o filme explica rapidamente sua história que se passa no meio do século 22 onde o planeta Terra sofre com o excesso de gente. Então os mais ricos constroem Elysium, uma cidade no espaço somente para eles, enquanto o restante da população fica sendo explorada e sofrendo com o que restou do planeta, que virou uma grande favela.

Nesse contexto iremos conhecer Max (Matt Damon), um jovem que trabalha numa fábrica tentando levar uma vida honesta após sair da prisão. Ele acaba se envolvendo num acidente de trabalho e fica bastante debilitado. Então resolve pedir ajuda a Spider (Wagner Moura), uma mistura de hacker e líder de gangue, para tentar chegar a Elysium, pois lá existe uma máquina que cura as pessoas. Mas para isso ele terá que fazer um serviço sujo. Aí “instalam” um “super esqueleto robô” em Max, que vira tipo um Robocop da favela.

A partir desse ponto começam a surgir os principais problemas do filme. O lado social que tinha ficado em segundo plano vira importante e os personagens começam a ter mudanças de comportamento pouco desenvolvidas graças a correria que é imposta ao desenrolar da trama. Isso somado também a vilões meio caricatos interpretados por Jodie Foster, mulher responsável pela segurança de Elysium que não poupa esforços e vidas para proteger o lugar, e Sharlto Copley, um mercenário contratado pela personagem de Foster para ajudar a “resolver” os problemas.

Então o contexto social e político acaba sendo retratado de maneira muito simples e superficial ao mostrar “vilões” extremamente malvados e os “bonzinhos” que apesar dos desvios de caráter são boas pessoas no final das contas. Isso prejudica bastante o filme.

Mas ainda sim o resultado é positivo. O elenco apesar de ter personagens caricatos está muito bem. O grande destaque é Wagner Moura, apesar de seu personagem se um pouco secundário. E as participações de Diego Luna e Alice Braga apesar de menores são bem significativas. As cenas de ação também são divertidas e os efeitos visuais são interessantes. Claro que se esperava mais do que isso do diretor Neill Blomkamp, mas ainda sim é satisfatório. Talvez Hollywood não tenha dado liberdade suficiente para ele, mas quem sabe da próxima vez ele consiga um resultado no mesmo nível ou próximo de “Distrito 9”.
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