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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Carrie, a Estranha

Título Original: Carrie (EUA, 2013)
Com: Chloë Moretz, Julianne Moore, Judy Greer, Gabriella Wilde, Portia Doubleday, Alex Russell, Michelle Nolden, Cynthia Preston, Zoë Belkin, Connor Price e Max Topplin
Diretor: Kimberly Pierce
Roteiro: Lawrence D. Cohen e Roberto Aguirre-Sacasa
Duração: 100 minutos


Nota: 3 (bom)
O clássico livro de terror “Carrie, a Estranha” do autor Stephen King já tinha havia sido adaptado 2 vezes em filme: em 1976 no clássico dirigido por Brian de Palma e um feito direto para televisão em 2002, isso sem contar uma continuação em 1999. Então quando surgiram as notícias que a obra seria adaptada novamente me perguntei se realmente havia necessidade disso.

Para quem não sabe a história, Carrie é uma jovem criada por uma mãe extremamente religiosa que sofre bullying no colégio por ser “estranha”. Principalmente após um episódio no qual ela tem sua 1ª menstruação no vestiário da escola e fica assustada ao achar que está com algum problema e as colegas ficam sacaneando ela.

Podemos até considerar que hoje em dia essa questão de bullying no colégio está mais na moda do que em 1976 quando a 1ª adaptação foi lançada. Ainda assim apesar da diretora Kimberly Pierce (Meninos não choram) fazer um bom trabalho ela não traz nenhuma grande novidade ao conto e ao filme de Brian de Palma, fora pequenas modificações e os efeitos especiais mais modernos.

Alias vale até citar esses efeitos que acabam exagerando demais, principalmente na famosa cena do baile de formatura. Outra questão é que o tom do filme é as vezes um pouco sádico demais em alguns personagens, mas isso pode ser apenas uma má impressão minha.

O que faz a grande diferença no filme ter um resultado positivo é o elenco. Chloë Moretz no papel de Carrie e Julianne Moore no papel da mãe estão muito bem no limite do exagero e do caricato. O restante do elenco dos secundários é apenas bom, não chegam a comprometer.

Infelizmente apesar do bom resultado a sensação após o fim do filme é que ele era totalmente desnecessário. Nem se compara com o filme de 1976. Mas pelo menos é bom ver o quanto a história ainda faz bastante sentido nos dias de hoje e como a geração atual as vezes é preguiçosa com os filmes antigos talvez seja uma boa maneira deles conhecerem esse clássico do terror e quem sabe eles se interessem em assistir ao filme original ou ler o livro.
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