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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Hobbit - A Desolação de Smaug

Título Original: The Hobbit - The Desolation of Smaug (Nova Zelândia , 2013)
Com: Ian McKellen, Martin Freeman, Richard Armitage, Ken Stott, Graham McTavish, William Kircher, James Nesbitt, Stephen Hunter, Dean O’Gorman, Aidan Turner, John Callen, Peter Hambleton, Jed Brophy, Mark Hadlow, Adam Brown, Orlando Bloom, Evangeline Lilly, Lee Pace, Cate Blanchett, Benedict Cumberbatch, Mikael Persbrandt, Sylvester McCoy, Luke Evans e Stephen Fry
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Peter Jackson, Philippa Boyens, Fran Walsh e Guillermo del Toro
Duração: 161 minutos


Nota: 3 (bom)

 
Em pouco tempo dessa segunda parte do Hobbit já é possível ver em como praticamente nada aconteceu no 1° filme. O problema desses novos filmes da Terra Média não é a longa duração, já que na trilogia Senhor dos Anéis isso funcionou bem, mas sim o exagero em querer mostrar coisas demais que são desnecessárias para uma adaptação para o cinema. “O Hobbit - A Desolação de Smaug” é sensivelmente melhor que o 1°, mas ainda tem alguns dos mesmos problemas.

Uma das coisas que comentei após o final da sessão é que se Peter Jackson fosse adaptar hoje a trilogia do Senhor dos Anéis ia acabar querendo fazer uns 9 filmes. Pode parecer exagero, mas é a impressão que fica com esses filmes sobre o Hobbit.

Iremos acompanhar mais uma etapa do grupo formado pelos anões, o hobbit (Bilbo) e o mago (Gandalf) rumo a Montanha Solitária para tentar tomar a terra dos anões da mãos do terrível dragão Smaug. Aqui nesse 2° capítulo acontecem algumas coisas, mas o grande forte são as cenas de ação.

Elas são bem mais interessantes e divertidas que as do 1° filme, principalmente a cena dos barris descendo o rio. E finalmente iremos conhecer o dragão Smaug que é extremamente bem feito, mas que o excesso de efeitos de voz acabam prejudicando o trabalho do ator Benedict Cumberbatch (Além da Escuridão - Star Trek).

Na parte do elenco cabe a Martin Freeman no papel principal de Bilbo com seu carisma salvar o filme já que Gandalf (Ian McKellen) aparece pouco e acaba se separando do grupo enquanto na turma de anões fica difícil tentar diferenciá-los com poucas exceções como Thorin (Richard Armitage) que tem um personagem totalmente sem carisma.

E temos a volta de Legolas (Orlando Bloom) que garante a diversão nas cenas de ação, mas no seu arco dramático temos uma especie de triângulo amoroso entre ele, uma elfa chamada  Tauriel (Evangeline Lilly) e um dos anões que é bem fraco. Apesar da personagem feminina ser razoavelmente interessante ela acaba sendo desperdiçada.

O ruim é que como aqui temos a parte do meio, quando achamos que a história está perto de uma conclusão na verdade estamos apenas no final do filme e temos que esperar 1 ano e mais 3 horas de um novo filme para ver o desfecho dessa longa jornada.
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