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domingo, 1 de junho de 2014

Frozen - Uma Aventura Congelante

Título Original: Frozen (EUA , 2013)
Com as vozes de: Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff, Josh Gad, Santino Fontana, Alan Tudyk e Ciarán Hinds
Direção: Jennifer Lee e Chris Buck
Roteiro: Jennifer Lee
Duração: 85 minutos

Nota: 5 (excelente)

A compra da Pixar pela Disney tem feito bem as animações do estúdio do Mickey já que agora John Lasseter (da Pixar) está no comando. Isso é possível ver em desenhos como “A princesa e o sapo”, “Detona Ralph” e agora em “Frozen - Uma Aventura Congelante”. Aqui a fórmula lembra um pouco os clássicos mais antigos do estúdio com direito a princesas e muitas canções, mas essa aparência é só superficial. O filme o tempo todo parece que vai caminhar pelo caminho mais óbvio e clichê quando de repente te surpreende indo para outro lugar.


A história é baseada num livro de Hans Christian Andersen, autor dinamarquês famoso por histórias clássicas como “A Pequena sereia” (que também teve animação da Disney). Iremos conhecer a princesa Elsa (Idina Menzel) que tem poder de manipular o gelo e é obrigada a viver isolada em casa afastada de sua irmã Anna (Kristen Bell) para não machucá-la. Quando chega a hora dela assumir o reino as pessoas acabam descobrindo seu poder acusando-a de bruxaria e ela foge assutada deixando a cidade castigada pelo gelo. Anna resolve ir atrás dela para descobrir como salvar a cidade e a própria irmã.

Aos poucos surgem outros personagens interessantes. Um deles é o boneco de neve Olaf que só aparece na metade do filme. Ele pode parecer gratuito e feito simplesmente para ter um personagem fofinho e engraçadinho, mas ele é muito bem construído e tem muita importância na história. 

O visual do filme é impressionante. E olhe que temos uma história que se passa o maior tempo com neve e gelo mas que mesmo assim consegue criar cenários impressionantes como o castelo de gelo criado por Elsa. A riqueza de detalhes é muito boa.

Outro grande destaque são as canções. As músicas são muito boas e vai ser difícil não sair cantando o refrão de “Let it go”, vencedora do Oscar de melhor canção. Ela vai ficar um bom tempo na sua cabeça.
Como falei no início, o principal motivo da qualidade do filme é fugir do óbvio quando tudo parece que vai caminhar pelo jeito mais fácil. Dessa forma as coisas não se resolvem como parecem que vão ser resolvidas ou o vilão da história não vai ser exatamente quem você imaginava que fosse. Tentar falar mais do que isso pode acabar estragando as surpresas dessa emocionante e divertida aventura que toca em temas muitos interessantes como família, amor e amizade de maneira muito boa. 

Pena que aqui no Brasil tenha sido exibido praticamente só com cópias dubladas e eu tive que esperar sair no mercado de home video para poder assistir. Gostaria de ter assistido no cinema, mas a distribuição das animações da Disney no país não tem dado muita chances para se assistir, principalmente suas animações, no áudio original em inglês.
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