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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Rio, Eu Te Amo

Título Original: Rio, Eu Te Amo (2014, Brasil / EUA)
Com: Cláudia Abreu, Marcelo Serrado, Tonico Pereira, Wagner Moura, Rodrigo Santoro, Ryan Kwanten, Harvey Keitel, Emily Mortimer, Nadine Labaki e Basil Hoffman
Direção: César Charlone, Vicente Amorim, Guillermo Arriaga, Stephan Elliott, Sang-soo Im, Nadine Labaki, Fernando Meirelles, José Padilha, Carlos Saldanha, Paolo Sorrentino, John Turturro e Andrucha Waddington
Roteiro: Fellipe Barbosa, Rodney El Haddad, Stephan Elliott, Sang-soo Im, Nadine Labaki, Chico Mattoso, Khaled Mouzannar, Antonio Prata, Carlos Saldanha, Elena Soarez, Paolo Sorrentino, John Turturro, Andrucha Waddington e Mauricio Zacharias
Duração: 93 minutos

Nota: 2 (regular)

Rio, Eu Te Amo” é um projeto que reúne um grupo de curtas dirigido por diferentes cineastas  formando um filme que segue os mesmos moldes de “Paris, Eu Te Amo” e “Nova York, Eu Te Amo” que tem como objetivo prestar uma homenagem a cidade título. O grupo reunido para o projeto brasileiro tem alguns dos melhores diretores do país. Infelizmente apesar de ótimos nomes envolvidos, o resultado é bastante irregular.


O principal problema é tentar encaixar todas as histórias num mesmo “universo” e isso acaba deixando o resultado final ainda mais estranho e irregular. Então vemos personagens dos curtas se encontrando ou dividindo a cena sem necessariamente estarem realmente conectados. Isso acaba soando totalmente forçado e desnecessário.

Talvez analisando cada um dos episódios individualmente seja possível destacar melhor o que funcionou. Um dos mais interessantes é o dirigido por Carlos Saldanha (Rio - o filme) que mostra um balé de sombras muito bonito e que consegue fugir do clichê “cartão postal” da cidade. “O Milagre”, dirigido por Nadine Labaki, é bastante ingênuo, mas é bem divertido graças a seu protagonista mirim.

O tema que acaba predominando nos curtas são os clichês do Rio de Janeiro com as imagens dos principais cartões postais como locais ou outros clichês como festa, samba e mulheres. Nisso apenas o trabalho de Fernando Meirelles (360) ainda consegue criar um trabalho visual interessante ao mostrar um escultor de areia.

Seria interessante se alguém abordasse também os problemas da cidade, mas o único que chega perto disso é José Padilha (Tropa de Elite), mas sua crítica acaba sendo muito superficial e as motivações do personagem pouco interessante.

O problema são os trabalhos mais absurdos, onde destaco o curta de Im Sang-soo que mistura vampiros com samba. Soa totalmente bizarro, ainda mais quando é encaixado no mesmo “universo” das outras histórias.

Como falei no ínicio, mesmo com nomes muito bons envolvidos, o resultado é bem irregular e pouco interessante. A cidade com certeza merecia uma homenagem melhor. Mas ainda assim ela continua muito bonita. Pelo menos esse aspecto conseguiu ser captado.
Episódios de 'Rio, eu te amo':
- "Dona Fulana", de Andrucha Waddington
- "La Fortuna", de Paolo Sorrentino
- "A musa", de Fernando Meirelles
- "Acho que estou apaixonado", de Stephan Elliott
- "Quando não há mais amor", de John Turturro
- "Texas", de Guillermo Arriaga
- "O vampiro do Rio", de Im Sang-soo
- "Pas de deux", de Carlos Saldanha
- "O milagre", de Nadine Labaki
- "Inútil paisagem", de José Padilha
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