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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Relatos Selvagens

Título Original: Relatos Salvajes (Argentina / Espanha , 2014)
Com: Darío Grandinetti, Ricardo Darín, Oscar Martínez, Leonardo Sbaraglia, Erica Rivas, Rita Cortese, Julieta Zylberberg, Diego Gentile, Osmar Núñez e María Onetto
Direção e Roteiro: Damián Szifrón
Duração: 122 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Assisto poucos filmes argentinos (não são tantos que acabam sendo exibidos no Brasil), mas sempre que vejo algum o resultado é bom. “Relatos Selvagens” é mais uma prova do quanto o cinema da Argentina é mais interessante que o brasileiro (apesar de que vi bons filmes nacionais em 2014). 


Damián Szifrón escreveu e dirigiu o filme que teve produção dos irmãos Pedro e Agustín Almodóvar. São 6 histórias, ou curta metragens, que falam basicamente sobre vingança e os limites do ser humano ao perder a cabeça em situações do dia a dia ou coisas da vida. Tudo isso com muito humor negro e um pouquinho de sangue e violência. 

Geralmente filmes com mais de uma história diferente pode acabar resultando num trabalho irregular. Felizmente como Szifrón escreveu e dirigiu todos o resultado é muito bom e regular (apesar de uns 2 um pouco abaixo).

E não seria um filme argentino sem a presença do ator Ricardo Darín que é praticamente um embaixador do cinema da Argentina. Ele é o principal astro do país e sempre está envolvido nos melhores filmes. Ele é o protagonista de uma das 6 histórias.
As tramas passam por uma viagem de avião, uma briga numa estrada, um casamento, um acidente de trânsito, um bar e uma multa de trânsito. É o máximo de da para simplificar sem contar mais sobre as tramas e estragar as surpresas.

A parte técnica também é muito boa com uma ótima fotografia, edição interessante e até uns efeitos visuais convincentes. Obviamente que o que chama mais a atenção é o roteiro muito bem escrito por Szifrón que conseguiu “repetir” o mesmo tema nas 6 histórias sempre num ponto de vista diferente e interessante. 

O elenco também merece elogios e além do já citado Ricardo Darín eu destacaria pelo menos a atriz Erica Rivas que protagoniza a última história num casamento e rouba a cena com sua atuação.
O filme foi um sucesso na Argentina com mais de 3 milhões de espectadores mostrando que para se fazer um bom filme basta ter uma boa história. Infelizmente aqui no Brasil a tendência é fazer comédias com um pé na televisão, mas é bom ver que aos poucos outros diretores estão apostando em outros gêneros. Quem sabe algum dia a gente não chega no mesmo nível dos hermanos. Pelo menos em alguns filmes já fizemos coisas bem melhores, mas a média ainda está muito abaixo.
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