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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O Destino de Júpiter

Título Original: Jupiter Ascending (EUA, Australia, 2015)
Com: Channing Tatum, Mila Kunis, Sean Bean, Eddie Redmayne e Douglas Booth
Direção e Roteiro: The Wachowskis
Duração: 127 minutos

Nota: 2 (regular)

Os irmãos Wachowski estão de volta com mais um filme em “O Destino de Júpiter”, dessa vez com uma história que mistura ficção científica com conto de fadas. Não sei se essa é a melhor definição, mas é algo bem por aí. Seu maior sucesso comercial e de críticas sempre vai ser a franquia Matrix (apesar das críticas dividas no 3º filme), então sempre haverá a comparação. Acho bem difícil que eles consigam fazer algo melhor algum dia, mas até então eles tinham conseguido fazer trabalhos interessantes como “Speed Racer” e “A Viagem”. Mas aqui infelizmente o resultado é bem irregular.


Iremos conhecer Jupiter (Mila Kunis de "Amizade Colorida"), uma mulher comum que perdeu o pai logo cedo e trabalha junto com a mãe como faxineira. Mas sua vida muda quando ela é atacada por alienígenas e acaba sendo salva por Caine (Channing Tatum de "Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo") uma mistura de humano com lobo. Ela descobre então ser uma especie de reencarnação de uma mulher que é dona da Terra e será disputada pelos herdeiros dela. Confuso? Sim, um pouco.

A trama é um pouco confusa e no início do filme temos muitos diálogos expositivos que tentam explicar esse novo universo cheio de seres e nomes estranhos. A coisa acaba ficando muito didática e o pior de tudo, não muito clara. Fica meio complicado achar algum sentido na história de vez em quando.

Outro problema é o tom da história. Em alguns momentos se leva a sério demais na beira do exagero e caricato, enquanto outras vezes tenta apostar em momentos cômicos que não funcionam. As atuações são bem irregulares e falta um pouco de química e carisma entre Kunis e Tatum. Ainda tem isso, o filme aposta numa história de amor que definitivamente não funciona. Um dos poucos atores que conseguiu chegar perto do tom mais “correto” foi Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo) que conseguiu achar a “canastrice” perfeita para o papel de vilão.

Os Wachowski mostraram que era possível reunir diversas referências e criar um universo interessante com Matrix. Aqui eles meio que tentam repetir essa fórmula, só o negócio não funciona bem. Inclusive temos até alguns pontos em comum que mostram que faltou um pouco de criatividade e inspiração dessa vez.

Agora sem dúvidas a maior especialidade dos diretores eram as cenas de ação e os efeitos especiais. O bullet time de Matrix foi copiado e repetido por diversos outros filmes. Infelizmente aqui os efeitos deixam muito a desejar por serem exagerados e artificiais que lembram os episódios 1, 2 e 3 de Star Wars. E as cenas de ação também são meio sem graça e um pouco confusas. O personagem Caine usa um patins voador que inicialmente parece interessante, mas depois se mostra meio frustrante.
Se nem as cenas de ação conseguem salvar o filme o negócio fica complicado. O filme é muito irregular e muitas vezes parece um pouco perdido. Essa “ópera espacial” não funcionou. O próximo trabalho dos Wachowski é uma série chamada “Sense8” que será exibida no Netflix. Vamos ver eles conseguem voltar a fazer algo interessante em outro formato.
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