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sexta-feira, 20 de março de 2015

Para Sempre Alice

Título Original:  Still Alice (2014 / EUA)
Com: Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart, Kate Bosworth e Hunter Parrish  
Direção e Roteiro: Richard Glatzer, Wash Westmoreland
Duração: 101 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Filmes sobre pessoas com doenças sempre correm o risco de cair na armadilha de se entregar ao melodrama e a pieguice no intuito de forçar o espectador a se emocionar e chorar de qualquer jeito. Felizmente “Para Sempre Alice” consegue fugir delas. 


Aqui iremos Alice (Julianne Moore) que acaba descobrindo ter o mal de Alzheimer numa idade ainda precoce para a doença com 50 anos de idade. Resta a ela então buscar o apoio do marido e dos filhos para não esquecer de quem ela é. Ela é uma professora de linguística e sua intelectualidade e conhecimentos são muito importantes para sua vida. Como lidar com o fato de que aos poucos toda essa bagagem será esquecida? Esse é um dos pontos do filme. Como diz o título original, apesar de estar perdendo sua memória ela ainda continua sendo Alice. 

A história mostra um pouco como a personagem lida com a descoberta da doença e como tentar usar a tecnologia, por exemplo, com o uso de um Smartphone para ir testando o quanto está perdendo da memória ou simplesmente para estimulá-la. Temos passagens bens bonitas e emocionantes como quando Alice vai fazer um discurso num evento sobre a doença quando ela fala o quanto está sendo afetada e como lida com o Alzheimer. 

Talvez a trama pudesse explorar um pouco mais as dificuldades da doença e como a personagem lida com ela e acaba sendo um pouco superficial. Mas também se fizesse isso poderia acabar caindo nas armadilhas citadas no início do texto. Ainda assim faltou um pouco de criatividade aos diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland em explorar um pouquinho melhor a situação.

O grande diferencial do filme que o faz sair do lugar comum e ganhar uma grande força é a interpretação de Julianne Moore. Ela é uma grande atriz e já fez diversos papéis de destaque e aqui ela entrega mais uma ótima atuação que acabou dando a ela seu primeiro Oscar de melhor atriz. Sem dúvidas foi merecido e ela acaba sendo o grande destaque do filme que faz valer o ingresso. O restante dos personagens é apenas bom, com um destaque surpresa para Kristen Stewart como uma das filhas de Alice.
O filme talvez pudesse ser um pouco mais intenso e explorar melhor como a personagem principal e sua família lidam com a doença, mas também poderia correr o risco de cair no excesso de melodrama. Talvez os diretores tenham optado ficar na parte mais superficial para dar maior destaque a atuação de Julianne Moore e a história não ficasse ainda mais triste. Tinham material para fazer um excelente filme, mas ainda sim conseguiram entregar uma ótima história.
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