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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Lollapalooza 2015

Dias: 28 e 29 de Março
Local: Autódromo de Interlagos – São Paulo – SP
Fotos tiradas do Flickr do festival

O festival Lollapalooza chega a sua 4ª edição no Brasil com seu lineup mais fraco até agora, mas melhorando na estrutura do evento. A ideia do festival é tentar trazer atrações diferentes sem apelar sempre para as mesmas atrações. Dessa forma fica complicado ter sempre atrações de peso e de grande público. Acabou que em 2015 nomes mais pop como Pharrell Williams e de música eletrônica como Calvin Harris chamaram mais a atenção do que as atrações de rock como Jack White e o veterano Robert Plant. Para mim o que valeu a decisão de ir pro festival era ver minha banda favorita: Smashing Pumpkins. Vamos a um breve relato das atrações que eu vi.


1º dia

Kasabian
Fiquei surpreso com a quantidade de pessoas interessadas no show. A banda ia se apresentar no Brasil em 2012 no festival Planeta Terra, mas acabou cancelando por problema com o guitarrista. Então agora pude vê-los ao vivo e foi um show bem divertido e interessante. O vocalista Tom Meighan e o guitarrista e também vocalista Sergio Pizzorno interagem bastante com o público e mostraram bastante carisma e simpatia. Destaques para as músicas “Vlad the Impaler” (minha favorita), “Empire” e o cover de "Praise You" de Fatboy Slim.


Robert Plant
Já tinha visto um show dele em Brasília e achei apenas bom. Nessa apresentação ele parecia mais a vontade e com a voz mais em forma. Acho estranho ele não querer encarar uma turnê com o Led Zeppelin, mas seus shows solos sempre tem músicas da banda. Aqui a maioria foi do seu antigo grupo. Algumas como “Babe, I'm Gonna Leave You” (cover de Joan Baez mais famosa na versão do Zeppelin) que são mais “tranquilas” soam legais, mas as que são mais rock como "Whole Lotta Love" e "Rock and Roll" ganharam versões mais “estranhas” que valem mais pela oportunidade de ver o cara do Zeppelin cantando do que a música em si. Acabou sendo uma apresentação melhor do que a que eu vi em Brasília pelo menos.


Kongos
A banda foi favorecida pelo cancelamento do show de Marina and the Diamonds e acabou tocando num horário privilegiado. Com isso muitas pessoas foram ver o show dessa banda da África do Sul formada por 4 irmãos que se surpreendeu com a grande recepção da plateia. Com apenas um disco eles mostraram ser uma banda bem versátil ao vivo ao misturar rock com outras influências com um dos integrantes alternando entre teclado e sanfona, que dar uma característica bem peculiar ao som deles. O baterista, o guitarrista e o baixista alteram os vocais e até mesmo trocam guitarra por baixo em algumas músicas. Isso sim que se pode chamar de versatilidade. Sem dúvidas uma das grandes surpresas do festival. Destaque para as músicas “I'm Only Joking”, "Come With Me Now" e o cover de "Blue Monday" do New Order que fechou a apresentação.


Jack White
Jack White sempre teve outros projetos musicais fora sua banda principal, o White Stripes. Após o fim do grupo era natural que ele seguisse em carreira solo. Ele deixou a simplicidade de uma banda apenas com bateria e guitarra para formar um grupo completo e tocar músicas próprias dos seus 2 discos até agora e canções de todos os seus outros projetos. Os destaques do repertório acabam ficando obviamente com as músicas do White Stripes. "Icky Thump" (que abriu o show) e "Black Math" soam bem parecidas a versão do Stripes, mas "Fell in Love With a Girl" ganhou uma nova roupagem e ficou bem estranha. Outro destaque foi “Steady, As She Goes” do The Raconteurs. As músicas da fase solo também são boas como “High Ball Stepper” por ter uma pegada mais blues, mas eu ainda prefiro o estilo mais “cru” e “simples” do White Stripes (que eu vi ao vivo em 2003). Mas é bom ver que Jack seguiu em frente produzindo boa música e um bom show.


2º dia

Calvin Harris
No domingo como estava cansado acabei deixando para ir pro festival mais tarde para ver somente os Pumpkins. Quando cheguei o dj Calvin Harris estava se apresentando e fui dar uma olhada. Incrível como as pessoas estavam curtindo e fritando em alta. Uma verdadeira rave gigante a céu aberto. A bem da verdade é que Harris é mais um produtor musical que faz algumas músicas boas em estúdio, mas suas apresentações consistem basicamente em dar play nas músicas com um show de luzes. Acho meio sem sentido ele “tocar” ao vivo, mas como o público estava curtindo muito quem sou eu para reclamar.


Smashing Pumpkins
Queria ter visto o show de Pharrell, mas como era no mesmo horário dos Pumpkins nem preciso dizer qual atração eu preferi assistir né. Dessa vez vi o show um pouco mais de longe, após ter visto de perto em Brasília. Apesar do lugar aberto o som estava até um pouco melhor, tava mais alto. O show foi bem parecido, mas um pouco mais curto (1 música a menos). Corgan estava ainda mais “simpático” e até conversou um pouco com o público em determinado momento falando sobre a morte de sua gata e lembrando que naquele dia era o aniversário de Perry Farrell (o criador do festival e vocalista do Jane's Addiction). E o show foi tão bom quanto. É bom ver a reação as músicas, principalmente as mais conhecidas, com um público maior. Com certeza valeu a pena ter ido ao festival, principalmente para poder ver a banda ao vivo novamente.

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