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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Pixels

Título Original: Pixels (EUA, 2015)
Com: Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan, Peter Dinklage, Josh Gad, Brian Cox, Ashley Benson e Jane Krakowski
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Tim Herlihy e Timothy Dowling
Duração: 105 minutos

Nota: 3 (bom)

Lembro que quando vi o trailer de “Pixels” a primeira coisa que eu pensei foi: ou vai ser sensacional ou vai ser uma porcaria. Acabou ficando no meio termo. Para isso basta você abstrair que o roteiro do filme não faz sentido algum e se divertir com as cenas e piadas com referência aos anos 80 e claro, ao mundo dos games.


Já falei, mas vale a pena repetir. O roteiro é absurdo! A premissa é sem noção, mas é divertida. No início dos anos 80 foi enviado para o espaço um video com imagens e filmagens de videos games da época. Os aliens entederam que aquilo era uma ameaça e anos depois enviaram para a Terra os personagens dos jogos para lutarem contra os humanos. Ou seja, eles entenderam que aquele video era uma ameaça.

Tudo bem, é bem absurdo, mas a ideia é muito boa em colocar os games no mundo real. Então iremos ver nossos “heróis” lutarem para salvar a Terra em partidas de  Pac-Man, Donkey Kong, Centipede e Space Invaders, só para citar alguns. Essa parte já é suficiente para deixar qualquer nerd que jogou alguns desses jogos nos 80 felizes com a nostalgia que aparece na tela misturada com outras referências a época como músicas e programas de tv.

A fórmula games mais anos 80 não tinha como dar errado, mas o filme chega perto de dar errado. E o principal motivo disso? Adam Sandler! O grande problema é que no final das contas temos um filme de Adam Sandler. É difícil acreditar nele como um nerd jogador de games que agora tem a chance de usar sua grande habilidade “inútil” para salvar o mundo. Pior ainda é que seu melhor amigo, interpretado por Kevin James, é o presidente dos Estados Unidos. Mas lembram que eu falei que o roteiro era absurdo né? Não precisavam exagerar tanto né? (risos)

Ainda temos no elenco Josh Gad, mais conhecido (pelo menos para mim) como a voz de Olaf em “Frozen”, que funciona como um sub-Jack Black (peguei essa referência na crítica do Omelete) com direito até a cena musical onde ele canta um clássico dos anos 80 com uma banda. Ele é bem irregular, mas tem alguns bons momentos. 

Quem salva mesmo o elenco é Peter Dinklage (X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido) que rouba a cena sempre que está na tela, mas que infelizmente aparece pouco e o roteiro prejudica bastante o seu personagem.
O começo da história que mostra um flashback dos anos 80 com os personagens de Sandler, James, Gad e Dinklage em versões mais jovens participando de um campeonato de games é muito bom e promissor, mas depois o roteiro se perde com os personagens. O que vale mesmo o filme obviamente são os games e as referências que garantem a diversão, mas não custava nada caprichar um pouco mais na história. O elenco também não ajuda muito e fica a sensação que pelo menos esse é um bom filme de Adam Sandler, o que já é alguma coisa.
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