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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Sob o Mesmo Céu

Título Original: Aloha (EUA, 2015)
Com: Bradley Cooper, Emma Stone, Rachel McAdams, Bill Murray, John Krasinski, Danny McBride e Alec Baldwin
Direção e Roteiro: Cameron Crowe
Duração: 105 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Confesso que sou fã do diretor Cameron Crowe e fui assistir ao seu novo filme chamado “Sob o Mesmo Céu” tentando não gostar, mas não consegui. As críticas foram bem negativas e até mesmo alguns amigos próximos que também são fãs do cineasta falaram que esse era o trabalho mais fraco de sua filmografia. Talvez até seja, mas ainda assim é um bom filme. Acho que seus trabalhos seguem uma fórmula que acabam me conquistando ao misturar bons atores com referências pop, boa trilha sonora, romance e bons personagens.


Talvez o principal problema do filmes seja “atirar” para muitos lados. A história mistura romance com frustrações do trabalho, militares (e sua privatização), crise pós 2008 e claro, o fato da trama se passar no Havaí onde entram também a questão dos costumas locais, disputa de terra e coisas do tipo. Ou seja, é muito coisa para abordar. Os temas são todos interessantes, mas o excesso acaba deixando muita coisa ficar apenas no superficial. Ainda mais que uma das “piadas” do filme é justamente sobre a comunicação entre as pessoas, onde temos um personagem que praticamente não fala, mas teoricamente se comunica com gestos. 

O personagem principal é Brian Gilcrest (Bradley Cooper), um ex-militar que teve uma boa carreira, mas agora tenta se recuperar no ramo particular após uma missão fracassada e a crise de 2008. Ele vai em uma missão no Havaí onde vai ter que lidar com os locais para negociar terras e irá contar com a ajuda da tenente Allison Ng (Emma Stone). Obviamente rola uma tensão entre os 2. Para completar ele encontra com sua ex-namorada Tracy (Rachel McAdams).

A primeira parte do filme é muito boa ao apresentar os personagens e também pelo passeio no Havaí com direito a um pouco dos costumes do lugar. As cenas entre Brian e Allison são ótimas. A química entre Cooper e Stone é muito boa. Crowe consegue desenvolver bem os personagens usando bem alguns clichês e evitando outros.

A segunda parte é um pouco mais problemática quando os conflitos começam a surgir e os personagens passam por algumas transformações, principalmente nas motivações do personagem principal. É justamente aí que os temas de fundo acabam atrapalhando um pouco pelo excesso de questões. Porque aí mistura tudo e as soluções nem sempre acabam sendo totalmente satisfatórias. Ainda assim o negócio funciona e a emoção acaba falando mais alto que a razão. 
Como falei no início, é como se os filmes de Crowe seguissem uma fórmula que por mais que tenha problemas acabam me agradando. E realmente, talvez esse seja mesmo o seu filme mais fraco, mas mesmo com problemas o saldo é positivo. Ainda assim ele conseguiu mais uma vez criar uma história original e interessante que consegue emocionar sendo uma especie de comédia romântica meio agridoce com alguns toques de drama.
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