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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Homem Irracional

Título Original: Irrational Man (EUA, 2015)
Com: Joaquin Phoenix, Emma Stone, Parker Posey, Jamie Blackley, Meredith Hagner e Susan Pourfar
Direção e Roteiro: Woody Allen
Duração: 100 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Chegou aquela época do ano de conferir o que Woody Allen aprontou dessa vez. Ele continua mantendo sua disciplina de um filme por ano. Isso é bom e ruim. Ele consegue manter uma qualidade e seus trabalhos sempre costumam ser bons. Mas as vezes fica a sensação de que se ele investisse um pouco mais de tempo conseguiria um resultado ainda melhor. As vezes mesmo nesse ritmo ele acerta mão como em “Meia-noite em Paris”. Mas aqui em “Homem Irracional” ele faz um ótimo filme, mas fica aquela sensação que se fosse melhor desenvolvido poderia ter rendido em algo ainda mais memorável.


Sua “musa” da vez é Emma Stone em seu segundo trabalho seguido com o diretor. O anterior foi “Magia ao Luar”. Dessa vez o protagonista é interpretado por Joaquin Phoenix, que entrega uma atuação muito boa como sempre. Ele vive um professor de filosofia chamado Abe Lucas que anda bebendo bastante sem muita motivação na vida e meio depressivo. Ele aceita um emprego em uma nova faculdade em busca de novas motivações. Acaba se envolvendo com uma outra professora Rita (Parker Posey) e também com a aluna Jill (Stone).

A situação muda de figura quando Abe finalmente consegue achar uma motivação para a sua vida. Não vou contar para não estragar a surpresa, mas é totalmente inusitada e absurda. O filme segue o tom de comédia de humor negro, algo que Allen é especialista, ainda mais misturando com filosofia.

Em alguns momentos a história lembra outros trabalhos do diretor, o que é normal em seus filmes, inclusive com mais uma referência ao livro “Crime e Castigo” que inspirou também “Match Point” só para citar outro filme de sua filmografia. Parece que sua disciplina em fazer um filme por ano muitas vezes o deixa em modo automático. Até a trilha sonora também parece um pouco preguiçosa e usa o mesmo tema quase o filme todo. E quando chega na hora da conclusão a coisa vem rápida demais sem o desenvolvimento necessário.

Mesmo com esses problemas a qualidade ainda está presente já que Allen dificilmente erra a mão. O elenco ajuda bastante e a química entre Phoenix e Stone é muito boa. Agora sem dúvidas o grande destaque fica com Joaquin Phoenix. Ele entrega uma atuação sensacional e o papel é bem a cara dele.
Fico na dúvida se é melhor para Allen tentar desenvolver melhor seus filmes e entregar trabalhos melhores, mas com um tempo de distância melhor, ou se justamente esse modo “automático” seja o seu grande segredo do sucesso que vem funcionando (quase) sempre até hoje. Considerando sua idade melhor deixar assim mesmo para nós podermos aproveitar toda a sua criatividade antes que ela chegue ao fim.
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