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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Pearl Jam em Brasília


Dia: 17 de Novembro de 2015
Local: Estádio Mané Garrincha - Brasília  – DF
Fotos tiradas dos sites Correio Braziliense e do G1

Em sua 4ª passagem pelo Brasil a banda Pearl Jam se apresentou pela primeira vez em Brasília e eu fui assistir eles ao vivo pela 3ª vez. Essa é nova parte da turnê do disco mais recente chamado “Lightning Bolt” lançado em 2013, agora passando pela América do Sul. O show foi o maior da turnê até agora em número de músicas. Foram 35 no total em 3 horas de duração. 


Segundo o site G1 tinham 30 mil pessoas no estádio Mané Garrincha. A pista premium e a normal estavam cheias, mas a arquibancada não chegou a lotar (mas estava bem cheia). O anel superior não foi aberto, então quem comprou ingresso para a arquibancada superior ficou junto com quem comprou para a inferior. Ruim para quem pagou o ingresso mais caro, o meu caso, mas faz parte. Somente a pista premium vendeu bem os ingressos logo na abertura das vendas, o resto acabou ficando um pouco encalhado tanto que foram vendidos ingressos no site de compra coletiva Peixe Urbano. Muita gente acaba deixando pra decidir em cima da hora, então no final das contas foi até um bom público.

O show também acabou atrasando 1 hora para começar. O motivo foi parte culpa do público que deixou para chegar em cima da hora e em maior parte da organização do evento que colocou pouca gente para fazer a revista das pessoas e conferir os ingressos. Então a banda preferiu esperar que todo mundo conseguisse entrar no estádio para começar a apresentação.
Foto do Correio Braziliense
Peculiaridade da banda e do público

É importante explicar essas peculiaridades da banda e do público para contar como foi o show. O Pearl Jam costuma ensaiar mais de 100 músicas para suas turnês (nessa turnê da América Latina até esse show foram 82 músicas), então os repertórios dos shows mudam bastante de uma apresentação para a outra e sempre misturam músicas mais conhecidas com outras mais lado B e alguns covers. Eu sempre digo que o show deles funcionaria melhor em lugares pequenos para um show mais intimista. Só que aí entra o público. Tem muita gente que gosta da banda, mas não é muito fã. Aquele pessoal mais casual que nem gosta muito de rock, mas gosta do Pearl Jam. Então não tem como a banda fazer um show para público pequeno porque a demanda é muita alta. 

Então nesse repertório de 35 músicas eu diria que no máximo em umas 10 o público realmente foi ao delírio. No resto do tempo ficava lá parado ouvindo, mas pelo menos respeitando. O momento que melhor definiu essa peculiar relação foi na volta para o primeiro bis. O vocalista Eddie Vedder volta e começar a tocar uma música voz e violão. Então o público começa a ir ao delírio enquanto eu ainda tento identificar qual era a música. Já estava me perguntando que música do Pearl Jam era essa que todo mundo conhece e eu não? Aí eu identifiquei que era um cover de "Redemption Song" de Bob Marley & The Wailers. Ou seja, a galera curte mais um cover de Bob do que as músicas da própria banda.

Quando a banda toca músicas mais conhecidas, principalmente do 1º disco “Ten”, aí sim a galera curtia em alta. O 1º momento desse tipo foi na 10ª música: “Even Flow”. O estádio todo cantando em alta junto com a banda. Pronto, era só emendar outra conhecida para aproveitar a euforia da plateia. Aí a banda manda em seguida um cover “maresia” de “Rain” dos Beatles. Eles são mestres em quebrar o clima da empolgação do público (risos).
Foto do Correio Braziliense
Fãs de verdade

Apesar das peculiaridades é importante dizer que a banda mostra bastante energia e carisma. O show do Pearl Jam é uma caixinha de surpresas! O vocalista Eddie Vedder se esforça bem para agradar tanto os fãs de verdade quanto os casuais. Ele leva um papel com uma “cola” que ele lê com um pouquinho de dificuldade, mas num esforço bem legal de se comunicar com o público em português. E funciona porque o público brasileiro adora quando o artista fala algo na nossa língua, nem que seja um simples obrigado. Já para os fãs de verdade as surpresas vem no repertório com músicas menos conhecidas que fazem a alegria deles. Um dos fãs deu uma camisa com o refrão da música “Leash” (do 2º disco chamado “Vs.”). Vedder pegou a camisa e tocou a música. Mas sem dúvidas o caso mais emocionante foi outro fã que entregou (provavelmente antes do show) uma guitarra feita com madeira brasileira. O vocalista agradeceu o presente, falou sobre a guitarra e tocou uma música com ela. Enquanto isso o fã apareceu no telão e obviamente estava bastante emocionado.
Foto do G1
Destaques no Repertório

Eu diria que mesmo com peculiaridades todos os tipos de fãs, inclusive eu que estou no meio termo, acabou saindo satisfeito do show. Obviamente que o show tem altos e baixos, mas acaba funcionando para todo mundo. Achei ruim que o show começou com 3 músicas “maresia”, apesar de gostar da abertura com “Release”, e também terminou no mesmo ritmo com “Indifference”. Acho que a música de abertura e de encerramento tem que deixar a plateia em “êxtase” com vontade de querer mais, mas enfim.

Os principais destaque para mim foram: "Mind Your Manners" (música do disco novo e a melhor do Pearl Jam desde "Do the Evolution"), "Brain of J." (do disco “Yield” que eu nem lembrava mais e que foi uma grata surpresa), "My Father's Son" (também do disco mais recente), "Animal" (essa era a que eu mais queria ouvir, então o fato de terem tocado para mim já valeu o show), "Rearviewmirror", "Why Go", "Porch" e "Do the Evolution". Essa última eu já estava achando que ia ficar de fora, mas acabou rolando perto do final e é sem dúvidas a melhor música da banda.

Setlist
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