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sábado, 26 de março de 2005

Eterno Amor

A atriz francesa Audrey Tautou e e o diretor Jean-Pierre Jeunet voltam a trabalhar juntos depois do sucesso de "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain" neste filme chamado “Eterno Amor” (Un long dimanche de fiançailles).

O filme conta a história de Mathilde (Audrey), que procura o seu noivo, um soldado da primeira guerra mundial que aparentemente morreu em combate. Mathilde não acredita que ele morreu e vai fazer sua própria investigação sobre o paradeiro do seu amado.

Na mão de um diretor qualquer, o filme acabaria caindo nos clichês do gênero e acabaria sendo mais do mesmo. Mas o diretor Jean-Pierre acaba usando o seu estilo de contar história usado em Amelie.

A reconstituição de época é muito bem feita, a fotografia é maravilhosa e as cenas de guerra também são bem desenvolvidas.

A história é contada de uma maneira bastante poética e bonita. Mas o grande pecado do filme é ser muito longo. Depois de um determinado tempo de filme, ele começa a soar repetitivo.

Cada vez que Mathilde descobre novas informações sobre seu amado, elas dão a entender que realmente ele morreu. Mas claro, ela não desiste de continuar procurando. Chega um ponto que você não agüenta mais. São 2 horas e 20 minutos de filme. Acho que por volta de 2 horas o cansaço começa a bater e você quer logo que ela descubra se o cara ainda está vivo mesmo ou não e o filme acabe logo.

Talvez se o filme tivesse meia hora a menos talvez tivesse sido melhor. A personagem Mathile poderia ser usada naquela propaganda do governo brasileiro. “Brasileiro não desiste nunca”. Ao fim do filme eu percebi porque a França não quis indicar esse filme para representar o país na disputa pelo Oscar, pois o mesmo não seria francês o suficiente.
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