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segunda-feira, 31 de julho de 2006

Piratas do Caribe – A maldição do Pérola Negra

Quando o filme “Piratas do Caribe – A maldição do Pérola Negra” chegou aos cinemas em 2003, ninguém apostava que ele seria um sucesso tão grande.

Ninguém imaginava que uma aventura de pirata pudesse ainda atrair o público, num gênero que andava meio esquecido em Hollywood e que teve fracassos recentes como “A ilha da garganta cortada”. O grande diferencial de Piratas do Caribe com certeza estava no personagem Jack Sparrow e na brilhante atuação de Johhny Deep. A sua atuação ainda lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Fama, dinheiro e reconhecimento, era tudo que ele estava precisando.

Então já de se esperar que uma continuação fosse ser realizada. Usando uma estratégia já utilizada por filmes como “De volta para o futuro”, “Matrix” e “O senhor dos anéis”, resolveram fazer mais dois novos filmes ao mesmo tempo. Então chega agora aos cinemas “Piratas do Caribe: O baú da morte”, e no ano que vem a continuação “No fim do mundo” (título ainda provisório do original “At world´s end”).

E mais uma vez o filme surpreendeu nas bilheterias e já bateu vários recordes lá nos EUA. Se depender do público e de Deep (que declarou adorar o papel e estar disposto a interpretá-lo por mais quantos filmes vierem), muitos outros filmes da série devem vir por aí.

Agora o problema é conseguir superar o primeiro, ou pelo menos ser tão bom quanto. Isso sempre é um problema para as continuações. Os personagens já foram apresentados, então agora é colocá-los em novas situações. E claro, mostrar o desenvolvimento deles no decorrer da história. É aí que começam os problemas.

Sem noção! É o que eu tenho a dizer sobre o rumo que os personagens tomam na história, e também sobre a própria trama do filme. Tudo agora é “mega”, e acontece tanta coisa, tantas mudanças, idas e vindas, que acaba sendo um pouco confuso e acelerado. Tentar falar ou explicar mais sobre isso pode acabar estragando as surpresas do filme.

Jack Sparrow, ou melhor, CAPITÃO Jack Sparrow continua sendo a grande atração. Agora ele usa um pouco mais do humor físisco, parecendo um personagem de desenho animado que cai no chão, da cambalhota, sem que nada aconteça com ele. Mas o seu sarcasmo e cinismo de pirata continuam.

Agora na parte da ação e dos efeitos o filme da um show. Os novos vilões são muito bem feitos, com destaque para o papel de Davy Jones interpretado pelo excelente Bill Nighy. Toda a parte visual (fotografia) é também muito boa, num bom equilíbrio entre cenas em cenários reais e feitos no computador.

O resultado final é um filme legal, inferior ao primeiro, mas nem por causa disso ruim. É sempre complicado conseguir surpreender ou repetir as mesmas qualidades do primeiro, ainda mais que aumentam as cobranças nesses aspectos. Pelo menos na quantidade de público e dinheiro arrecadado, a resposta está sendo muito boa.
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