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quinta-feira, 13 de março de 2008

Jogos do Poder

Título Original: Charlie Wilson's War (2007)
Com: Tom Hanks, Julia Roberts, Phillip Seymour Hoffman, Amy Adams, Emily Blunt e Jud Tylor
Direção: Mike Nichols
Roteiro: Aaron Sorkin, George Crile (livro)
Duração: 97 minutos


Nota: 4 (ótimo)

A Guerra do Iraque continua sendo tema de muitos filmes atuais norte-americanos. “Jogos do Poder” vai um pouco mais atrás na história política americana para mostrar como se chegou a essa atual situação. O diretor Mike Nichols (“Closer”) convocou um elenco cheio de astros para contar um fato real que aconteceu nos anos 80, época da guerra fria. Apesar do tema político e sério, o filme é uma comédia bastante interessante que consegue divertir e informar ao mesmo tempo.

Tom Hanks vive Charlie Wilson, um congressista do estado do Texas que acaba se envolvendo no conflito entre o Afeganistão e a Rússia e com a ajuda de uma milionária (Julia Roberts) e um agente da CIA (Philip Seymour Hoffman) consegue aumentar a verba de ajuda a guerra em favor do Afeganistão de 5 milhões para 1 bilhão de dólares.

Falando assim até parece que o filme é sério e político. Bom, não deixa de ser, mas as peculiaridades dos personagens não deixam a história seguir nesse tom. Lembrando que tudo é baseado em fatos reais.

O congressista Charlie sabe como curtir a vida, sempre bebendo e cercado de belas mulheres. Inclusive o seu escritório só tem mulheres bonitas trabalhando. Tom Hank está muito bem no papel. Julia Roberts cumpre bem o seu papel, mas quem realmente se destaca é Philip Seymour Hoffman. Toda vez que ele está em cena ele rouba a atenção. Tanto que a única indicação ao Oscar do filme acabou sendo para ele como melhor ator coadjuvante.

Junto com o bom elenco temos um bom roteiro que consegue balancear muito bem o lado cômico sem perder a seriedade da história baseada no livro de George Crile. Como foi dito no início, diversão e informação são mantidas sem sair da linha. Uma ótima comédia com teor político sem soar chato ou muito informativo.

Além disso, o filme não tenta julgar os fatos como certos ou errados ou dar uma solução para o problema. Apenas mostra os fatos supostamente como aconteceram. Os EUA ajudaram o Afeganistão e depois lagar o país lá destruído. O final da história a gente conhece.
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