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domingo, 14 de setembro de 2008

Linha de Passe

Título Original: Linha de Passe (2008)
Com: Sandra Corveloni, José Geraldo Rodrigues, João Baldasserini, Kaique Jesus Santos e Vinícius de Oliveira
Direção: Walter Salles e Daniela Thomas
Roteiro: George Moura, Daniela Thomas, Bráulio Mantovani
Duração: 108 minutos


Nota: 3 (bom)

O diretor Walter Salles se juntou novamente com Daniela Thomas para voltar a filmar no Brasil “Linha de Passe”. O nome já faz referência ao tema de fundo da história, uma das maiores paixões brasileiras, o futebol.

O filme foi exibido no festival de Cannes desse ano e acabou saindo com o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni. Ela é experiente no teatro, mas esse foi seu primeiro papel no cinema. Com exceção de Vinícius de Oliveira, que trabalho com Salles em “Central do Brasil”, o resto do elenco é formado por novos nomes. Um excelente trabalho de escolha e preparação de elenco foi feita e o resultado é visto nas telas. Personagens comuns com caras comuns, o que facilita a identificação do público.

A história fala sobre uma família humilde formada por Cleuza (Sandra Corveloni) mãe de quatro filhos: Dario (Vinicius de Oliveira) que sonha em se tornar jogador de futebol, o motoboy Denis (João Baldasserini), o evangélico Dinho (José Geraldo Rodrigues) e o pequeno Reginaldo (Kaique Jesus Santos) que vive andando de ônibus atrás do pai desconhecido.

Quem conhece o estilo de direção de Salles sabe o quanto ele usa do lado emotivo para contar uma história. Então pode esperar o drama de uma família que tem vontade de mudar de vida, mas é impedida pelas dificuldades sociais.

O filme tem uma visão mais poética e uma fotografia com muito uso de câmera na mão que da ao clima uma mistura interessante com elementos de um documentário. A inspiração para a história surgiu inclusive de alguns documentários feitos por João Moreira Salles, irmão de Walter.

O resultado é um filme bonito, emotivo, ao mostrar um pouco da realidade sem fazer julgamentos sobre a situação e junto a isso um ótimo elenco. O final maduro e poético pode incomodar algumas pessoas, mas ao fazer essa escolha os diretores preferem dar ao espectador a chance de sair no cinema pensando sobre ele ao invés de entrar tudo mastigado de graça. As vezes essa é uma opção mais interessante.
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