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quarta-feira, 3 de junho de 2009

A Mulher Invisível

Título Original: A Mulher Invisível (Brasil, 2008)
Com: Selton Mello, Luana Piovani, Vladimir Brichta, Maria Manoella, Fernanda Torres, Paulo Betti, Maria Luisa Mendonça e Lúcio Mauro
Roteiro: Cláudio Torres e Adriana Falcão
Diretor: Cláudio Torres
Duração: 90 minutos


Nota: 3 (bom)

Selton Mello é sem dúvidas um dos maiores atores do cinema brasileiro atual. Sua presença em um filme já é motivo para ir assistir. Em “A Mulher Invisível” ele se junta ao diretor Cláudio Torrer, de “Redentor”, para realizar essa comédia que tem tudo para fazer bem nas bilheterias e agradar ao grande público. Ainda mais contando com a presença e beleza de Luana Piovani com pouca roupa.

Confesso não ter muito interesse em filmes nacionais com cara de televisão feitos principalmente pela Globo Filmes como os últimos sucessos “Se eu fosse você 2” e “Divã”. Esse aqui parecia ser algo do mesmo estilo, mas surpreende bastante em ser uma boa comédia sem cara de televisão.

A história é aparentemente simples e o trailer acaba mostrando até mais do que deveria. Selton Mello vive Pedro, um homem que é abandonado pela esposa e entra numa depressão profunda. Tudo muda de figura quando ele conhece Amanda (Piovani), a vizinha que ele acha ser a mulher da sua vida. O único problema é que ele é o único que consegue vê-la.

Mello está muito bem no seu papel e junto com Vladimir Brichta, que vive seu melhor amigo, protagoniza as melhores cenas do filme, garantindo ótimas risadas. O lado feminino também está bem, com destaque para a participação especial de Fernanda Torres. Maria Manoella como Vitória, a vizinha de verdade, também se destaca e até mesmo a própria Luana Piovani não compromete.

O grande drama do personagem principal é o fato de descobrir que a mulher da sua vida não é real. Mas o que fazer se ela o faz tão bem? Uma boa dose de ironia em cima de livros de auto-ajuda e coisas do tipo.

A parte técnica também chama a atenção. A edição merece destaque, assim como a fotografia que explora muito bem a beleza da Piovani sem jamais ser vulgar. A trilha sonora também é bem interessante misturando músicas nacionais e internacionais. Melhor mesmo é colocar como música tema “She´s a sensation” do Ramones.

Uma definição bastante peculiar do filme seria dizer que é uma espécie de “Clube da Luta” versão comédia romântica. Para explicar melhor eu teria que estragar uma surpresa do filme citado e também do filme em questão, mas talvez quem tenha visto os dois entenda o que eu quero dizer. Senão me pergunte depois que eu explico (risos).

O filme exagera um pouco no final com muitas reviravoltas, mas que acabam sendo necessárias para a complicação que ocorre entre os protagonistas. Talvez um final mais “sem noção” ficasse mais interessante, mas poderia não agradar o grande público. Apesar disso o resultado é acima da média. Um filme divertido que acaba até surpreendendo.
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