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sábado, 3 de dezembro de 2011

A Pele que Habito

Título Original: La Piel que Habito (Espanha , 2011)
Com: Antonio Banderas, Elena Anaya, Blanca Suárez, Jan Cornet e Marisa Paredes
Direção e Roteiro: Pedro Almodóvar
Duração: 117 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Demorei um tempo até conseguir ter uma opinião formada sobre “A Pele que Habito”, novo filme de Pedro Almodóvar. Não sou grande fã da obra do diretor, mas respeito e admiro bastante sua filmografia (salve algumas exceções).

Dessa vez o diretor resolveu adaptar uma obra literária chamada “Tarântula”, do escritor francês Thierry Jonquet. A história poderia ser classificada como terror, mas Almodóvar não é um cineasta cujo trabalho pode ser generalizado facilmente. A história tem sim terror e suspense, mas sem sustos. Tem referências a outros filmes e gêneros, além dos elementos marcantes de sua filmografia e estilo como as fortes cores.

Na história Banderas vive Robert Ledgard, um médico que está pesquisando sobre um novo tipo de pele. Sua motivação foi um acidente que aconteceu com sua esposa que ficou queimada. A cobaia da experiência é uma mulher misteriosa chamada Vera (Elena Anaya) que é mantida presa na residência de Robert.

No início o filme começa um pouco confuso, lento e arrastado. Mas aos poucos iremos descobrindo todos os elementos que formam a trama. A história tem a ciência como pano de fundo, uma espécie de Frankenstein moderno, mas no final das contas acaba indo para o terreno que Almodóvar sempre aborda caindo para paixão e vingança.

É incrível como o diretor consegue criar uma história com requintes de absurdo e doentia, mas que ao mesmo tempo conseguem soar naturais e que tenham verossimilhança.

Foi bom ver Antonio Banderas voltar a trabalhar com Almodóvar. Ele está muito bem no papel principal. O elenco é sempre um ponto positivo nos filmes do diretor, ele sabe muito bem como tirar bom proveito dele.

O resultado é um ótimo filme, mas que talvez pudesse ter algumas pequenas mudanças no início que me incomodaram um pouco por ser um pouco confuso e sem necessidade. Mas ainda assim o diretor entrega mais um grande filme.
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