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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Django Livre

Título original: Django Unchained (EUA , 2012)
Com: Jamie Foxx, Christolph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington, James Remar, Don Johnson, James Russo, Bruce Dern, M.C. Gainey, Jonah Hill, Zoe Bell, Robert Carradine, Tom Savini, Michael Parks, Franco Nero e Samuel L. Jackson
Direção e Roteiro: Quentin Tarantino
Duração: 165 minutos


Nota: 5 (excelente)

Confesso que não sou fã de filmes de faroeste, mas quando trata-se de um filme do gênero realizado por Quentin Tarantino a coisa muda totalmente de figura. Sou fã do cineasta e ele tem o incrível dom de transformar gêneros do cinema em obras com a sua cara. É como se seus filmes tivessem um gênero próprio: o filme de Tarantino. E “Django Livre” é mais uma obra desse “gênero”.

A grande “genialidade” do filme é o fato de ser um faroeste estrelado por um negro. Assim vamos a 1858, 2 anos antes da Guerra Civil americana, acompanhar a saga de Django (Jamie Foxx). Tudo começa quando Dr. Schultz (Christoph Waltz), um ex-dentista que virou caçador de recompensas, liberta Django da escravidão em busca de ajuda em identificar seus próximos alvo. Em troca, além da liberdade e de dinheiro, Schultz promete ajudar Django a resgatar sua esposa (Kerry Williams), escrava do fazendeiro Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).

Mais uma vez o tema principal da trama é vingança, tema bastante recorrente da filmografia de Tarantino. Mas aqui temos espaço para uma história de amor, tema novo em abordagem. No resto temos todas as características que sempre marcam seus filmes como a violência (sempre de maneira exagerada e fora da realidade), diálogos afiados e muitas referências pop e ao cinema, aqui principalmente sobre o gênero faroeste obviamente. 

Outra novidade é um pouco de crítica social ao abordar um tema tão polêmico quanto a escravidão. O filme mostra um pouco das atrocidades que eram feitas com os negros escravos, além é claro de mostrar a reação das pessoas da época ao ver um escravo livre na figura de Django, como por exemplo numa cena em que ele “choca” a cidade ao chegar montado num cavalo sendo que a população da cidade nunca tinha visto um negro em cima do animal. 

O drama dos personagens também está mais forte, mas o objetivo de Tarantino nunca foi arrancar lágrimas do seu público, mas sim construir personagens fortes que conseguem triunfar sobre as situações mais adversas. Ainda mais usando o tema da vingança. 

São quase 3 horas de duração de pura diversão daquele jeito que só Tarantino consegue fazer bem feito. A última parte pode até soar desnecessária, mas não da para esperar de um filme do diretor tenha um rumo previsível. Sempre pode aparecer alguma reviravolta do nada e essa é a graça dos seus roteiros. 

Ficou faltando falar apenas do elenco. Alguns nomes sempre presente em seus filmes não podem faltar como Samuel L. Jackson. Outro que parece ter virado figurinha fácil foi  Christolph Waltz que mais uma vez rouba a cena e é o grande destaque dos atores. Foxx também está muito bem. Outro que surpreende é DiCaprio no papel de vilão. Salvo engano é a 1ª vez dele nesse tipo de papel. E temos também algumas participações especiais, inclusive uma hilária do próprio Tarantino. E é bom ver também um “veterano” sendo “ressuscitado”, no caso aqui temos Don Johnson, famoso no seriado “Miami Vice”.
O resultado é mais um grande filme na carreira do diretor, que realmente parece dedicado a sua filmografia e pretende achar o momento certo de encerrar seu trabalho. Segundo ele diretores não costumam melhorar depois de velhos e um filme ruim vale 3 filmes bons, estragando assim sua obra. Vamos ver se ele vai conseguir, mas por enquanto está realizando um excelente trabalho.
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