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sábado, 31 de dezembro de 2005

King Kong

O filme “King Kong” pode ser considerado o primeiro “blockbuster” da história do cinema americano, ou pelo menos o pai deles. Lançado em 1933, ele marcou época e desde então o personagem virou um mito. Em 1976 uma nova versão foi feita, mas ele já apareceu em muito outros, inclusive chegou a ir parar no Japão em parceria com o monstro local de lá em “King Kong versus Godzilla”.

Aos nove anos de idade o diretor Peter Jackson assistiu a primeira versão do King Kong e ficou impressionado. Desde então ele decidiu que seria ser diretor de cinema. Nessa época com uma filmadora Super 8 do pai e algumas maquetes, começou a fazer as primeiras imagens da sua versão para o filme. Desde antes de fazer a trilogia do “Senhor dos Anéis” ele já tinha planos de fazer o King Kong, mas depois do fracasso comercial do seu primeiro filme em Hollywood (o filme “Os espíritos“, estrelado por Michael J. Fox) o projeto foi engavetado. Agora depois do sucesso dos anéis reconhecido como um grande diretor, o projeto ganhou o sinal verde. Segundo ele, o Senhor dos Anéis ensinou que a fantasia é mais bem contada quando feita de modo realista. Ele não sabia disso nos anos 90. A primeira versão do roteiro de King Kong era bem boba e cheia de frases de efeito.

Para o filme funcionar, o principal elemento seria o personagem principal, o King Kong. Sua realização foi feita com o mesmo processo usado para fazer o Gollum do Senhor dos Anéis, e novamente o ator Andy Serkis foi chamado para o trabalho. Claro que o trabalho foi muito maior, já que o personagem Gollum era mais parecido com um ser humano. Serkis fez um trabalho de pesquisa caprichado observando os gorilas silverbacks (raça que serve de base para Kong) no zoológico e também na reserva florestal em Ruanda. Todos os seus movimentos foram capturados com sensores e principalmente as expressões faciais. O resultado é impressionante!

Além dos fantásticos efeitos especiais, o roteiro também tem uma excelente qualidade. Tanto os personagens principais quanto os secundários ganham destaque e desenvolvimento de suas histórias. Nas palavras de Jackson, isso era necessário para quando chegasse a parte do massacre, o público realmente se importasse com a morte de alguns personagens. E isso realmente acontece. O elenco foi muito bem escolhido e o trio principal formado por Jack Black, Adrien Brody e Naomi Watts merece destaque.

Naomi acabou ficando com a parte mais difícil que era atuar junto com o Kong digital. A sua atuação junto com o trabalho de Serkis com o Kong ficou muito boa e garante a parte mais dramática e importante da história. A clássica cena final em cima do Empire State é emocionante. Esse que vos escreve chegou perto de cair em lagrimas.

A grande qualidade do filme fica por conta de conseguir equilibrar de maneira muito boa às cenas de ação de um bom filme de aventura (que também são impressionantes) com uma boa dose dramática sem piegas. Talvez na mão de algum diretor esse equilíbrio não tivesse sido tão bom. Peter Jackson mostra que tem muito mais a mostrar do que o Senhor dos Anéis. Vamos esperar agora pelos seus próximos projetos.



Esse foi o último filme que eu vi em 2005. No próximo post começa a lista de melhores e piores de 2005. Irei começar com a lista de filmes, que já está pronta, falta apenas escrever os comentários sobre cada um. Depois vem a lista da parte musical, essa ainda a ser elaborada.

Então é isso, feliz ano novo para todos, e que venha 2006!
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