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quarta-feira, 26 de julho de 2006

Separados pelo casamento

A grande atração das comédias românticas é o lance da conquista. Isto é, os encontros e desencontros do casal de protagonistas até suposto final feliz juntos. A idéia de “Separados pelo casamento” (The Break Up) é tentar “inovar” no gênero. Mostrar os “encontros e desencontros” de uma separação de casais, numa espécie de “comédia romântica às avessas”.

A idéia da história veio do ator e protagonista do filme Vince Vaughn. Depois do sucesso de “Penetras Bons de Bico” ele ficou com moral para conseguir colocar seu projeto em realidade, no qual ele também produziu. Para a direção foi convocado Peyton Reed, que já tem uma certa experiência no gênero com o filme “Abaixo ao amor” (que inclusive entrou na lista dos meus filmes românticos preferidos). E para dividir a tela com Vaughn, foi chamada a atriz Jeniffer Aniston, outra que tem alguns filmes do mesmo estilo no currículo.

Na trama, é mostrado logo no início como casal Brooke (Aniston) e Gary (Vanughn) se conheceu e alguns momentos felizes são mostrados com muitas fotos (nos créditos iniciais do filme). Mas a parte feliz acaba por aí. Depois de um jantar em família, os dois acabam brigando e meio que terminando o relacionamento. O problema vai ser a disputa pelo apartamento onde eles moram.

Agora se a idéia inicial parecia ser interessante, o resultado final não foi o esperado. Fazer uma comédia de briga de casais é uma coisa complicada. É muito fácil acabar soando sem graça e um tom de um certo desconforto. E afinal de contas, nesse tipo de filme o mais importante é a empatia com a audiência. Os personagens da trama acabam soando muito caricatos e apenas alguns momentos do filme são bons. Isso sem falar nos velhos clichês. E apesar da tentativa de inovação, o final ainda acaba comprometendo ainda mais por tentar amenizar a coisa com um final meio feliz.

Mas para quem gosta de comédias românticas, pode acabar gostando dessa mesmo assim. Afinal de contas, como disse uma amiga minha “comédia romântica é que nem sexo e pizza, é bom mesmo quando é ruim”. Bom, eu concordo com a parte do sexo e pizza (risos). Agora quanto a comédia de briga de casais, melhor tentar algum filme de Woody Allen. Ele sim é bom nisso. E também seus filmes mesmo quando são ruins, são bons.
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