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terça-feira, 10 de abril de 2007

Um Beijo A Mais

Título Original: The Last Kiss (2006)
Elenco: Zach Braff, Jacinda Barrett, Rachel Bilson, Tom Wilkinson, Blythe Danner, Michael Weston, Marley Shelton e Casey Affleck
Direção: Tony Goldwyn
Duração: 103 minutos


O filme “Um beijo a mais” era para ter estreado no final do ano passado, mas somente agora chega aos cinemas brasileiros, incluindo Salvador. Se trata da refilmagem do filme italiano “O último beijo” (L'Ultimo Bacio) de 2002 dirigido por Gabriele Muccino, aqui como co-produtor, que recentemente fez “À procura da felicidade” estrelado por Will Smith. Na versão americana o ator Zach Braff assume o papel principal. Depois do sucesso de “
Hora de voltar”, ele continua sua tentativa de consolidar uma carreira no cinema, tentando mudar sua imagem de comediante da série televisiva “Scrubs”.

Zach vive Michael, um rapaz prestes a fazer 30 anos que entra numa crise de meia idade ao não ver mais nenhuma surpresa em seu futuro, pois está indo morar junto com sua namorada que está grávida. Durante uma festa de casamento ela acaba conhecendo Kim, uma garota por volta dos 20 anos, e acaba de certa forma flertando com ela. No final das contas ele acaba fazendo besteira e vai fazer de tudo para ter sua namorada de volta. Enquanto isso ainda acompanhamos as tramas menores de seus amigos e também dos pais da namorada.

O roteiro do filme ficou por conta do próprio diretor italiano Muccino junto com o ganhador do Oscar Paul Haggis. Então a coisa prometia ser muito boa, mas infelizmente não é o que acontece. Parece que alguma coisa “se perdeu na tradução” (lost in translation). Algumas falas que saem das bocas dos personagens parecem terem sido tiradas de livros de auto ajuda. Lições de moral e coisas do tipo. O filme acaba não encontrando o seu tom, não sendo nem um filme sério e dramático e muito menos uma comédia romântica comum.

Apesar de ter deixado a direção nas mãos de Tony Goldwyn, parece que quem define os rumos do filme é o próprio Zach Braff, repetindo a fórmula de “Hora de voltar” (que ele dirigiu) com uma trilha sonora indie que até lhe rendeu o Grammy, mas que aqui não combina com o resto dos personagens do filme. Enquanto todos parecem realmente sérios, Zach parece meio descompromissado, perdido dentro do tom da narrativa.

Melhor sorte para Zach em seu próximo filme, que ele consiga fazer algo tão legal quanto 'Hora'. Nada de ficar fazendo filmes sérios e refilmagens de filme italianos. Fazer algo mais com sua cara.
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