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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Império dos Sonhos

Título Original: Inland Empire (2006)
Com: Karolina Gruszka, Jan Hencz, Krzysztof Majchrzak, Grace Zabriskie, Laura Dern, Ian Abercrombie, Karen Baird, Bellina Logan, Amanda Foreman, Peter J. Lucas e Jeremy Irons
Direção e Roteiro: David Lynch
Duração: 180 minutos


O diretor David Lynch tem uma maneira bastante peculiar, com sua próprio estilo de fazer filmes. Chega aos cinemas agora o seu novo trabalho chamado “Império dos Sonhos”. Desde 2001 que ele andava afastado dos cinemas.

Nesse novo filme ele utiliza pela primeira vez as câmeras digitais e gostou tanto do resultado que afirma que não voltará a filmar nunca mais em película. Essa é a grande inovação e novidade desse novo trabalho.

No mais estão de volta o mesmo estilo de narrativa bastante fora do comum, com ritmo e personagens bizarros no qual explora os lados mais obscuros e estranhos do ser humano.

Seus filmes vão além de uma simples história comum, com apenas um sentido, é uma experiência visual, sonora e cheia de mistérios. Difícil ficar tentar explicando ou tentando entender todos os detalhes. Cada pessoa pode ter uma interpretação a depender dos seus próprios conceitos. Tanto que é difícil haver meio termo, ou você acha o máximo ou é o pior filme que já viu na vida de tão louco e sem sentido.

Eu li algumas resenhas depois de ver o filme e cada pessoa tentou a sua maneira e com sua própria interpretação tentar descrever do que se trata o filme. A melhor definição para a história do filme é a encontrada no cartaz: “uma mulher com problemas”. Assim o próprio Lynch responderia ao se perguntar do que se trata seu filme. Talvez seja melhor até nem tentar ficar explicando com palavras a trama.

A tal mulher com problemas é interpretada por Laura Dern em seu terceiro filme junto com Lynch. A idéia do filme surgiu um dia quando Lynch viu Dern passando em frente a sua casa e ela falou que eles deveriam trabalhar juntos novamente.

No final das contas o filme tem tudo para agradar os fãs do cineasta, enquanto o resto vai achar que seu surrealismo é totalmente sem sentido.
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