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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Lobisomem

Título Original: The Wolfman (EUA, 2010)
Com: Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt, Hugo Weaving, Mario Marin-Borquez, Art Malik, Michael Cronin e Geraldine Chaplin
Direção: Joe Johnston
Roteiro: Andrew Kevin Walker e David Self
Duração: 125 minutos


Nota: 3 (bom)

O filme “O Lobisomem” é uma refilmagem do clássico de mesmo nome de 1941 e também uma homenagem aos filmes de terror da mesma época. Após ter passado por problemas em sua produção que fizeram a data de lançamento original ser alterada do final de 2008 para somente agora em 2010, o resultado é até interessante.

A trama se passa no final do século 19. Lawrence Talbot (Benicio Del Toro) recebe a notícia da morte do seu irmão e volta para casa para investigar o suposto assassinato. Ele descobre que seu irmão foi atacado por um lobisomem e acaba sendo mordido por ele, se tornando também um monstro.

Felizmente o filme segue bem o estilo tradicional dos filmes de terror antigo, com a criação de um clima de sombrio e suspense com cenas de terror explicito com direito a sangue e violência. O ritmo é mais lento, com a construção do clima, sem nada muito acelerado que pode fazer com que alguns acabem achando o filme até um pouco chato em alguns momentos.

Além disso, o elenco também está bem cumprindo bem o seu papel dramático sem exagerar muito para não acabar ficando muito caricato, já que o clima do filme é sério, mas com aquele cara de filme B e clássicos do terror.

Apesar do visual e do clima, os efeitos especiais acabam chamando um pouco a atenção pelos exageros. Talvez um pouco menos de uso de computador tivesse sido uma opção melhor. Mas a maquiagem do lobisomem é interessante, criada pelo mestre Rick Baker, por ter um tom mais realista.

O problema do filme é que pelo fato de prestar homenagem aos filmes antigos acabou atualizando apenas os efeitos especiais deixando a originalidade um pouco de lado. Além disso, o roteiro acaba pecando um pouco no suspense e também no clima assustador.


Mesmo assim o resultado é positivo, principalmente pelo fato de não ter tentando fazer algo voltado para o público adolescente americano, como geralmente tem acontecido com boa parte das refilmagens de filmes de terror.
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