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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Enterrado Vivo

Título Original: Buried (Espanha / EUA / França , 2010)
Com: Ryan Reynolds, Robert Paterson, José Luis García, Stephen Tobolowsky, Samantha Mathis, Warner Loughlin e Erik Palladino
Direção: Rodrigo Cortés
Roteiro: Chris Sparling
Duração: 95 minutos

Nota: 5 (excelente)

Enterrado Vivo” mostra como as vezes uma simples idéia é capaz de virar um filme de excelente qualidade. Em pouco mais de 1 hora e meia temos apenas Ryan Reynolds em cena e dentro de um caixão. Parece pouco, mas graças a criatividade do diretor Rodrigo Cortés, um ótimo roteiro e uma excelente performance de Reynolds o resultado final é uma grata surpresa num filme realmente surpreendente.

Tudo começa com a tela preta e ouvimos apenas os gritos de Paul Conroy (Reynolds), tentando descobrir por que está preso dentro de um caixão apenas com um celular e um isqueiro. A melhor palavra para descrever o filme com certeza é claustrofobia. A partir de algumas ligações é que ele e o público vão descobrindo o que está acontecendo. Ele é motorista de uma empresa americana no Iraque, foi atacado por terroristas que o fizeram refém. Ele tem que arrumar dinheiro ou então vai ser deixado lá enterrado. Quem poderá ajudá-lo? O FBI, o governo...

A edição e o ritmo do filme conseguem criar uma experiência bastante tensa e com muito suspense. O diretor consegue criar uma experiência bastante tátil sobre o desconforto da situação do personagem. Ele usou 7 caixões com aberturas diferentes usando pouca luz como a do isqueiro e do celular conseguindo assim movimento de câmera apesar do pouco espaço.

A atuação de Reynolds é realmente impressionante. Sem dúvidas sua atuação da força a história e faz com que o filme funcione perfeitamente. Sozinho em cena coube a ele carregar o filme nas costas. Percebemos então que o filme é mais do que simplesmente um cara enterrado num caixão.

Para conseguir fazer o filme como queria o diretor Rodrigo Cortés o realizou de maneira independente e após exibir no festival de Sundance conseguiu vender a um estúdio para distribuí-lo. Realmente não tem como imaginar um estúdio de Hollywood aprovar orçamento para um filme desse tipo, ainda mais da maneira como foi realizado. Mas pelo menos após o produto pronto foi possível reconhecer a qualidade e potencial do mesmo.

O filme lembra bastante produções independentes como “Mar aberto” e “Por um fio”, no qual temos o personagem principal preso numa situação única envolvendo o desespero humano em lidar em situações extremas, mas aqui o resultado é ainda melhor. Sem dúvidas uma das grandes surpresas desse ano.
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