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terça-feira, 22 de novembro de 2011

SWU Music & Arts Festival – 14/11

Palcos Energia e Consciência: Faith No More, Alice In Chains, Stone Temple Pilots, Megadeth, Primus, Sonic Youth, 311, Down, Black Rebel Motorcycle Club, Duff McKagan’s Loaded e Raimundos
Local: Paulínia – SP

Fotos tiradas do site Omelete

O último dia do festival SWU era totalmente imperdível para mim. 4 bandas que eu gosto bastante na mesma noite. Acho que vai ser difícil algum outro festival conseguir me agradar assim. As bandas em questão são Megadeth, Stone Temple Pilots, Alice in Chains e Faith no More. Dessas apenas a última eu já tinha tido a oportunidade de ver ao vivo.

311

Como só queria ver as 4 últimas atrações não fiz questão de chegar muito cedo no festival. Nesse dia tinha muito mais gente que o dia anterior que tinha sido razoavelmente tranqüilo. Ainda cheguei a tempo de conferir o 311. Já cheguei a gostar um pouco da banda no início da carreira. Depois eles seguiram por uma sonoridade meio estranha deixando o rock um pouco de lado.

Nunca imaginei que fosse conseguir vê-los ao vivo algum dia. Acabei pegando a metade final do show, mas consegui ver a única música que eu fazia questão: “Down”, que fechou a apresentação. A parte do show que eu vi foi até legal, mas nada que tenha me empolgado ao ponto de voltar a ouvir a banda.


Megadeth

O Megadeth já se apresentou inúmeras vezes no Brasil, mas apenas agora eu finalmente consegui ver ao vivo. Eles acabaram de lançar seu 13º álbum que por acaso se chama “Th1rt3en”. Com quase 30 anos de carreira, Dave Mustaine líder da banda, continua em ótima forma. Da formação original apenas o baixista David Ellefson, mas o guitarrista Chris Broderick e o baterista Shawn Drover se mostraram bastante entrosados.

Com apenas 1 hora de show o repertório contou com apenas 11 músicas, mas que foram suficientes para fazer um bom resumo da carreira do grupo. O disco novo contou com 2 músicas, com destaque para o 1º single “Public Enemy No. 1”, mas sem dúvidas as mais antigas foram as que mais agitaram.

Mustaine ficou muito feliz com a recepção da platéia e na maior parte do tempo usou uma guitarra customizada com a capa do disco “Rust in Peace”, o melhor da banda. Dele rolaram “Hangar 18” e “Holy Wars”, que fechou a apresentação.

Mesmo com pouco tempo a banda mostrou que ainda tem muita relevância e ainda muito que mostrar. Espero conseguir ver um show maior deles pois esse deixou um gosto de quero mais.


Stone Temple Pilots

Apesar de ter perdido o show do Stone Temple Pilots ano passado dei a sorte de eles voltarem em pouco tempo para se apresentar no festival. O repertório foi bem parecido e ainda contou com um dos maiores hits que tinha ficado de fora da outra apresentação: “Big Bang Baby”.

A banda voltou a ativa recentemente com um disco novo e em cima do palco mostram que continuam muito bem. O vocalista Scott Weiland estava bem comportado e vestindo um terno provou que continua cantando muito. Ele foi bastante simpático e performático.

O repertório abrangeu toda a carreira do grupo com os principais hits, mas sem deixar as músicas novas de fora. Destaque para “Between the Lines”. As baladas ficaram um pouco de fora com maior ênfase nas músicas mais “animadas”. Mesmo assim uma música como “Plush”, maior sucesso da banda, não podia ficar de fora apesar de ser um pouco mais lenta.


Alice in Chains

O Alice in Chains conseguiu mostrar uma sobrevida após a morte do vocalista Layne Staley. O guitarrista Jerry Cantrell deixou a banda de lado por um tempo até que em 2005 com a entrada do novo vocalista William DuVall eles resolveram gravar um novo disco. Confesso que fiquei com o pé atrás no início, mas depois de ouvir o cd gostei bastante. E ao vivo é ainda melhor. Talvez seja blasfêmia dizer que DuVall seja melhor que Staley, mas é tão bom quanto. O bom é que ele não tenta imitar, apesar de ter um timbre de voz parecido. Como Cantrell sempre fez a segunda voz fazendo quase 50% dos vocais, a banda continua excelente como sempre sem soar muito diferente.

A única vez que eles se apresentaram no Brasil foi no Hollywood Rock em 2003. Então a expectativa do público era muito grande. Mesmo com a forte chuva a quantidade de gente pra ver a banda era enorme. E o grupo ficou emocionado com a receptividade da platéia. DuVall até arriscou algumas frases em português como “estamos muito felizes por estar aqui”. Depois foi a vez de Cantrell falar em inglês da emoção e de que a banda deve voltar em breve ao país.

O repertorio contou com as principais canções da banda sem deixar as músicas do último trabalho “Black Gives Way to Blue” de lado. Eles conseguiram mesclar bem o clima de nostalgia com as novidades mostrando que ainda tem relevância e muito o que mostrar. Do início matador com “Them Bones" e o final épico com “Would”, o set list foi muito bem escolhido passando por toda a carreira da banda. Sem dúvidas foi o melhor show do festival (pelo menos dos que eu assisti).


Faith no More
Eu nunca imaginei que fosse ver o Faith no More ao vivo uma vez, quanto mais duas. E lá estava eu no SWU para conferir a banda ao vivo mais uma vez. Eles já surpreenderam com a decoração do palco que estava cheio de flores e parecendo um espaço de candomblé, ainda mais com todos os integrantes vestidos de branco.

O vocalista Mike Patton é sempre um show a parte com sua loucura genial e sua incrível potência vocal. Ele fez todas as estripulias possíveis e falou bastante, já que ele fala português razoavelmente. Então da-lhe palavrões como porra e caralho.

O repertorio não foi muito diferente do show de 2009 e clássicos como “Epic”, “Evidence” (mais uma vez cantada em sua versão em português), “From out of Nowhere” e “Digging the Grave” não podiam ficar de fora. Teve espaço até para uma música nova, ainda sem nome. Será que eles vão voltar a gravar material novo? É aguardar pra ver.

Outra surpresa foi a participação do coral de meninas de Heliópolis, que havia se apresentado com Patton no Rock in Rio, na música “Just a man”. Foi um momento bem interessante, apesar de meio esquisito.

No final das contas foi um excelente show, como sempre que fechou o festival com chave de ouro. Pena que eu já estava cansado demais para conseguir aproveitar a apresentação e até fui sentar na arquibancada na metade do show por não estar mais conseguindo ficar em pé.

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