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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Artista

Título Original: The Artist (França / Bélgica , 2011)
Com: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, James Cromwell, Penelope Ann Miller, Missi Pyle, Beth Grant, Ed Lauter, Joel Murray e Bitsie Tulloch
Direção e Roteiro: Michel Hazanavicius
Duração: 100 minutos

Nota: 5 (excelente)

O Artista” chamou a minha atenção quando foi o filme com mais indicações ao Globo de Ouro de 2012 sendo mudo e preto e branco. Pronto, foi o suficiente para me deixar bastante curioso em assistir, ainda mais quando teve 10 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme.

A produção da França e da Bélgica presta uma excelente homenagem aos filmes antigos. É curioso em tempos que novas tecnologias como o cinema 3D estão em alta que alguém resolva fazer um filme à moda antiga.

O filme conta a história de George Valentin (Jean Dujardin), um astro do cinema mudo que vê sua carreira entrar em crise com a chegada do cinema falado. Enquanto isso Peppy Miller (Bérénice Bejo) se torna a nova estrela do cinema falado após ter aparecido pela primeira vez junto de George.

É impressionante ver um filme novo soar como um antigo. Confesso que não sou fã do cinema mudo e em preto e branco, mas gosto bastante do trabalho de Charlie Chaplin. Esse tributo a magia desse tipo de cinema é maravilhoso. É como uma viagem de redescoberta do cinema. Impossível não se emocionar com esse filme, principalmente se você é fã da 7ª arte.

Como se trata de um filme mudo, então foi preciso tirar um tipo diferente de performance dos atores. Os protagonistas estão ótimos. O sorriso carismático de Jean ou a piscada de olho de Bérénice dão o tom a uma atuação bastante física dos 2. Eles fizeram um excelente trabalho e conseguiram muito bem emular e homenagear os antigos atores do cinema mudo.

Além disso, a parte técnica também é excelente. Tanto que até o aspecto da tela foi o mesmo dos filmes antigos (em 1.33:1), então nos cinemas a exibição não ocupa a tela toda como na maioria dos filmes em widescreen. Outro fator importante é a trilha sonora, afinal de contas ela ganha ainda mais importância e força já que o filme é mudo. O trabalho de Ludovic Bource merece destaque.
Resumindo é um excelente, ambicioso e emocionante filme, com um belo tributo a magia do cinema mudo com uma história simples e inteligente junto com um visual maravilhoso e belas atuações capazes de divertir e emocionar o público.
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