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sábado, 18 de fevereiro de 2012

A Separação

Título Original: Jodaeiye Nader az Simin (Irã , 2010)
Com: Leila Hatami, Peyman Moadi, Shahab Hosseini, Sareh Bayat, Sarina Farhadi, Babak Karimi, Ali-Asghar Shahbazi e Shirin Yazdanbakhsh
Direção e Roteiro: Asghar Farhadi
Duração: 123 minutos

Nota: 5 (excelente)

Caso o filme iraniano “A Separação” não tivesse sido indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro e tivesse ganho alguns prêmios como o Globo de Ouro ele não teria tido muita chance nos cinemas brasileiros. E talvez não tivesse chamado a minha atenção.

O diretor conseguiu fazer um filme sobre um tema universal que é a separação entre um casal, mas sob o ponto de vista do seu país. Então apesar dos valores humanos e morais sejam parecidos, outras questões como a religião e a situação do Irã transformem o tema em algo ainda mais complexo.

A história começa com a separação do título. O casal Simin (Leila Hatami) e Nader (Peyman Moadi) está no tribunal entrando com o pedido de separação. Ela quer ir embora do país, mas ele alega que não pode abandonar o pai que tem Alzheimer. Então o juiz decide não aceitar o pedido por não achar que é o suficiente. Eles seguem adiante cada um pro seu lado e ainda tem que decidir quem vai ficar com a guarda da filha.

A situação piora quando ele resolve contratar uma diarista para cuidar do seu pai. Ela vai trabalhar sem o consentimento do marido e ainda está grávida. Ocorre um incidente entre os 2 que acaba levando as 2 famílias a um julgamento que envolve religião e moral.

A partir dessa situação é que o filme ganha ainda mais força. Além de ter um ótimo elenco, o roteiro é muito bem construído e vai mostrando aos pouco o lado de cada família, principalmente o da família de Simin e Nader. O diretor consegue realizar um excelente drama que vai criando um clima de tensão e emoção ao discutir os valores morais e religiosos do ser humano acima das diferenças sociais e econômicas entre os personagens.
É um filme bastante intenso que consegue mostrar uma situação trágica e dramática sem cair para o melodrama e apesar da realidade dos costumes do Irã ser diferentes do Ocidente a história consegue funcionar ao tratar questões universais como religião e moral. A trama reserva algumas surpresas e reviravoltas e um final bem interessante.
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