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domingo, 10 de junho de 2012

Bruna Surfistinha

(Brasil , 2010)
Com: Deborah Secco, Cássio Gabus Mendes, Drica Moraes, Guta Ruiz, Fabiula Nascimento e Cristina Lago
Roteiro: José de Carvalho, Homero Olivetto e Antônia Pellegrino
Direção: Marcus Baldini
Duração: 109 minutos

Nota: 2 (regular)

Quando o filme “Bruna Surfistinha” foi anunciado já imaginava que o negócio não daria certo a não ser que a censura fosse pelo menos 18 anos. Não foi o que aconteceu, foi 16 anos.



Deixe-me explicar melhor. A “graça” do livro “O Doce Veneno do Escorpião”, escrito pela própria Raquel Pacheco, eram as histórias do que ela fazia com os clientes e não o seu drama familiar. Obviamente que no filme o “drama” é o mais importante.

O filme até tenta não soar como uma produção da Globo Filmes sem parecer um produto televisivo, mas não consegue acertar no tom certo para contar a história. O roteiro e as atuações também não ajudam muito.

A protagonista Deborah Secco tem até certo carisma e muita beleza, é muito mais bonita que a Bruna Surfistinha de verdade, mas na hora da parte “dramática” a coisa complica. No início da história quando mostra a personagem no final da adolescência, ela até está razoável lembrando bastante a época que fez o programa “Confissões de Adolescente”. Mas depois piora bastante.

O resultado poderia ter sido melhor se pelo menos na hora de mostrar o que a Bruna fazia com os clientes fosse mais interessante. Mas como eu falei no início, a opção mais fácil foi escolhida com a censura para ter um público mais abrangente.

Isso que dizer que as cenas de sexo são bem sem graça e com pouca sensualidade. Sim, a Deborah Secco aparece nua, mas nada que você já não tenha visto na Playboy ou em alguma novela da Globo. Se duvidar até as cenas de sexo das novelas são mais interessantes.
Resumindo o filme aposta no drama, mas não consegue construir uma boa história e o elenco também não ajuda resultando num filme bem regular.
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