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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Lollapalooza 2013

Dias: 29, 30 e 31 de Março
Local: Jockey Club – São Paulo – SP

Fotos tiradas do site Terra

Após o sucesso da edição 2012 o festival Lollapalooza ganhou uma nova edição no Brasil em 2013 com algumas mudanças. As principais foram a limitação da capacidade de pessoas para 60 mil por dia para evitar a superlotação que ocorreu no 1º dia da edição do ano passado e o aumento do número de dias de festival de 2 para 3. Dessa forma as atrações ganharam uma maior diversidade sem ficar um dia super disputado como aconteceu com o Foo Fighters.

Esse ano um dos problemas foi a lama, mas felizmente choveu pouco e apenas no 1º dia, assim a situação não ficou totalmente crítica. Teve cheiro de bosta de cavalo, algumas filas, som ruim num palco... No mais o saldo foi positivo, principalmente graças aos grandes shows bem pontuais. Então vamos a um pequeno relato das atrações que eu consegui assistir nos 3 dias do festival. E a edição 2014 já está confirmada


1º dia

The Killers
Como ia encarar os 3 dias do festival optei por assistir apenas o The Killers no 1º dia que era a atração principal. O show foi muito bom e o repertório misturou bem os 4 discos da banda só com hits. E os do disco de estreia sem dúvidas foram o que mais agitaram. O início com "Mr. Brightside" ganhou facilmente a plateia que pulou e cantou junto com a banda. E eles mostraram uma ótima performance comprovando que são uma banda grande e digna de ser headliner de festival. Já tinha visto a banda ao vivo em 2007 e foi bom poder conferir novamente agora com novas canções. Além da já citada destaques para "Somebody Told Me", "All These Things That I've Done" e "Jenny Was a Friend of Mine". Poderia ter sido uma apresentação maior, algumas ficaram de fora, mas festival é assim mesmo.

Setlist

2º dia

Two Door Cinema Club
Comecei a gostar da banda ano passado quando lançaram seu 2º disco chamado “Beacon” e apesar do horário (16:30) um grande público estava lá para vê-los no palco principal. O show foi curto, mas animou bastante do início ao fim. O repertório mesclou bem as músicas dos 2 cds e o principal destaque fica por "Something Good Can Work", talvez o maior hit e também minha música favorita. Perdi o final do show para poder correr pro outro palco para ver a banda a seguir.

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Franz Ferdinand
Apesar deles já terem vindo algumas vezes tocar no país essa foi a 1ª vez que vi a banda ao vivo. Pena que os colocaram para tocar no palco 2 e o som estava bem baixo e isso prejudicou bastante a apresentação. Muita gente foi ver e a banda fez a parte dela com um repertório cheio de hits e muita energia em cima do palco. Tocaram até músicas novas que vão estar no próximo cd. Espero conseguir vê-los futuramente num show com o som melhor.

Setlist

Queens of the Stone Age
Esse foi sem dúvidas o melhor show que eu vi no festival. Com apenas 1 hora de show a banda não perdeu tempo com firulas e muita conversa. Trataram de fazer uma grande apresentação de rock cheio de músicas excelentes e muita energia. Josh Homme é o principal nome do grupo como guitarrista, cantor, compositor, líder e fundador. E ele se mostrou bastante animado com a receptividade da plateia. A banda estava sem tocar ao vivo a mais de 1 ano e está em estúdio gravando seu próximo disco. A apresentação contou com 2 estreias: o novo baterista chamado Jon Theodore e uma música chamada “My God is the Sun”. No mais o repertório só contou com hits e fica até difícil destacar apenas algumas músicas, mas vale citar “The Lost Art of Keeping a Secret” e “No One Knows” tocadas na sequencia na abertura do show.

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A Perfect Circle
Antes de ir embora fui dar uma olhadinha na banda só para dizer que vi James Iha que era do Smashing Pumpkins. Ele tava lá tocando teclado. Não curto muito o som e eles ainda tavam tocando um cover de “Imagine” de John Lennon numa versão gótica bizarra. Antes tivessem trazido Iha para fazer show de seu trabalho solo. Fui embora correndo!

3º dia

Kaiser Chiefs
A banda se apresentou no mesmo palco com som baixo que o Franz tocou, mas o carisma e as peripécias do vocalista Ricky Wilson foram capaz de superar isso. Essa é a 2ª vez (1ª vez) que os vejo ao vivo e mais uma vez Ricky é o destaque. Mas eles também tem ótimas músicas e hits como “Ruby” e “I Predict a Riot” agitaram bastante a plateia que estava presente em grande número. A diversão foi tanta que o pouco tempo no palco passou rapidamente.

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The Hives
Não curto muito o som da banda, mas ao vivo eles são bem divertidos e cheio de presepadas para ganhar a plateia. As 3 músicas que eu conheço e gosto um pouco estiveram presentes e são os maiores hits deles: "Hate to Say I Told You So”, “Tick Tick Boom” e "Main Offender". O vocalista Pelle Almqvist é um ótimo animador e se comunica bastante com o público fazendo um show bastante interativo. Com direito até na parte final dele pedir para todos na plateia sentarem no chão. Hilário!

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Hot Chip
Essa é a 3ª vez (1ª vez e 2ª vez) que os vejo ao vivo e essa foi a maior apresentação com pouco mais de 1 hora de show. Foi o suficiente para eles animarem a plateia com sua música eletrônica dançante. Tocaram no palco alternativo pouco antes da atração principal do dia. Como já era noite a iluminação deu o clima certo de casa noturna condizente com a sonoridade do grupo. Minhas favoritas foram: "And I Was a Boy from School", "Ready for the Floor" e "I Feel Better".

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Pearl Jam
O show deles é uma caixinha de surpresa, tudo pode acontecer. E isso é bom e ruim. Bom porque podem vir boas surpresas, mas ruins por tocarem músicas mais lentas e menos conhecidas quebrando o clima da apresentação. Mas eles são assim, uma banda grande e cheia de fãs que tenta ser menor do que é. Esse foi o único dia do festival que lotou e eles eram o motivo. Em pouco mais de 2 horas de show eles mostraram um repertório que contou com hits cantados em alto volume pelo publico super empolgado como “Jeremy”, “Alive” e “Even Flow” com momentos mais mornos como o final do show com "Yellow Ledbetter". Eddie Vedder foi bastante carismático, se esforçou para falar em português e tudo mais. Não era um show que eu faria questão de ver, mas que valeu a pena ter visto pela 2ª vez (veja como foi a 1ª vez).

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