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domingo, 29 de setembro de 2013

A Família

Título Original: Malavita (França / EUA , 2013)
Com: Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Dianna Agron, John D'Leo, Tommy Lee Jones, Jimmy Palumbo, Stan Carp e Vincent Pastore
Direção: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson, Michael Caleo e Tonino Benacquista
Duração: 111 minutos


Nota: 3 (bom)

Filmes de mafiosos, sempre existe alguém disposto a contar uma nova história sobre eles. Dessa vez foi o francês Luc Besson, que desde sua ida aos EUA em 1997 com “O Quinto Elemento” tem tido uma carreira bem exótica passando por vários gêneros do cinema e também desempenhando vários papéis como diretor, produtor e roteirista. Em “A Família” ele reúne um ótimo elenco para fazer uma comédia que faz uma homenagem legal aos mafiosos e conta com a benção de um especialista no assunto: o diretor Martin Scorsese, que é produtor executivo do filme.

Na trama iremos conhecer a família Manzoni, cujo o lider Giovanni (Robert De Niro) delatou seus companheiros mafiosos e agora vive no programa de proteção a testemunha do governo dos EUA. Mas a família não consegue se ajustar aos lugares que passa e está sempre de mudança. Dessa vez eles vão para a Normandia no interior da França.

Pelo trailer e pelas primeiras cenas já é possível ver porque a família não se ajusta aos lugares que passa. Todos eles tem a máfia em seu sangue. Então a mãe Maggie (Michelle Pfeiffer) explode um mercadinho por não ter sido bem atendida. Já os filhos Belle (Dianna Agron) e Warren (John D'Leo), arrumam problemas na escola. Ela da uma surra em um menino mais engaçadinho enquanto ele monta um esquema para extorquir entre outras coisas os colegas do colégio.

A ideia do filme é justamente brincar com o cotidiano de uma família da máfia tentando levar uma vida comum. Aí além dos próprios elementos dos filmes do gênero ainda temos o fato deles estarem vivendo em outro país para aumentar o número de piadas.

Completa o elenco a presença do policial Robert Stansfield (Tommy Lee Jones) que junto com os outros 2 colegas é responsável pela segurança e por manter o disfarce da família , ou seja, que eles mantenham a linha e sigam suas vidas sem chamar a atenção.

O roteiro é apenas correto e garante boas piadas com as referências ao mundo da máfia e aos filmes do gênero, incluindo um clássico de Scorsese (não vou contar para não estragar a surpresa). Talvez a trama pudesse ter ido um pouco mais a fundo na relação da família, mas acaba entregando apenas o básico dos típicos problemas familiares.

O que faz a diferença no filme é o elenco. É muito bom ver Robert De Niro a vontade numa comédia sem soar caricato como tem feito em filmes como “Máfia no Divã” ou “Entrando numa fria”. Após a indicação ao Oscar por “O lado bom da vida” parece que ele tem escolhido um pouco melhor seus papéis. A presença de outros 2 grandes nomes como Michelle Pfeiffer e  Tommy Lee Jones também contribui bastante com seus talentos e carisma, e os menos experientes Dianna Agron e John D'Leo também se destacam.
O resultado é um filme leve e divertido que tem tudo para agradar os fãs de filmes de máfia por fazer humor com o gênero o respeitando bastante numa boa homenagem. Talvez a mudança de tom no final um pouco mais séria e violenta incomode alguns, mas não chega a comprometer o tom inicial do filme. E é bom também ver Luc Besson fazendo algo bom.
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