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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Gravidade

Título Original: Gravity (EUA, Inglaterra , 2013)
Com: Sandra Bullock, George Clooney, Eric Michels, Basher Savage, Paul Sharma e a voz de Ed Harris
Direção: Alfonso Cuarón
Roteiro: Alfonso Cuarón e Jonás Cuarón
Duração: 90 minutos


Nota: 5 (excelente)

O diretor Alfonso Cuarón realizou um excelente trabalho com o filme “Gravidade” ao construir uma história simples que é tensa do início ao fim mantendo o espectador grudado na cadeira com um visual espetacular com um show de efeitos visuais em 3D.

A premissa é simples e muito boa. Logo no início iremos conhecer uma equipe de astronautas e cientistas responsável pela manutenção do telescópio Hubble. Eles recebem um alerta que uma nuvem de detritos está indo em sua direção e em pouco momentos o desastre acontece. Restam apenas a Dra. Ryan Stone (Sandra Bullock) e o comandante da missão Matt Kowalsky (George Clooney) indefesos e vagando pelo espaço onde terão que pensar numa maneira de conseguir se salvar e voltar a Terra.

Essa cena inicial já mostra todo o talento do diretor Alfonso Cuarón. A edição é muito boa com longos planos aparentemente sem cortes e a parte visual é impressionante. O uso do 3D faz muito sentido ao mostrar a vastidão do espaço. E como lá o som não se propaga a trilha sonora, de Steven Price, tem um papel importantíssimo ao ajudar na construção do clima de tensão.

Além de dirigir Cuarón também escreveu o roteiro junto com seu filho Jonás. E toda essa parte  visual e técnica não funcionaria se não fosse pelo elenco. Bullock e Clooney dão um show, principalmente ela por ter mais tempo em tela do que ele.

O interessante da trama é que a “ameaça” do filme são as próprias leis da física e as dificuldades do espaço e como apesar de toda a sua vastidão no final das contas o espaço é um lugar de uma certa forma “claustrofóbico”.

E mesmo uma história simples tem como pano de fundo leituras e questionamentos bem legais e “profundos”. Aos poucos iremos conhecer um pouco sobre o passado dos personagens e suas motivações e mesmo sem se aprofundar muito nisso já consegue o suficiente para construir algo bacana.

O resultado é um excelente filme com uma parte técnica impressionante que consegue manter a tensão em todo o filme, que felizmente é curto com apenas 90 minutos, sem se ficar cansativo e repetitivo se tornando uma diversão de ótima qualidade.
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