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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Os Homens São de Marte ... e É Pra Lá que Eu Vou

Título Original: Os Homens São de Marte ... e É Pra Lá que Eu Vou (Brasil , 2014)
Com: Mônica Martelli, Paulo Gustavo, Daniele Valente, Eduardo Moscovis, Marcos Palmeira, Humberto Martins, José Loreto, Herson Capri, Peter Ketnath, Irene Ravache e Julia Rabelo
Direção: Marcus Baldini
Roteiro: Mônica Martelli, Suzana Garcia e Patricia Corso
Duração: 108 minutos

Nota: 2 (regular)

A idéia do filme “Os Homens São de Marte ... e É Pra Lá que Eu Vou”, baseado na peça de mesmo nome estrelada por Mônica Martelli, é interessante ao fazer piada com um dos piores dramas que a mulher moderna pode passar: arrumar um marido. 


Algo que me lembra de “Clube da Luta” quando o personagem Tyler Durden (Brad Pitt) conta o quanto seus pais estavam sempre cobrando algo mais tipo já terminou a faculdade, depois arrumou um emprego, depois casou, e agora teve filho? O ser humano está em constante insatisfação. E por mais que estejamos em pleno 2014 a sociedade ainda é muito machista e parece que as mulheres por mais que estejam realizadas profissionalmente, trocariam isso por um marido. Seja por medo de ficar sozinha ou simplesmente por imposição da sociedade de que uma mulher só é “bem sucedida” se tiver casada.

Voltando ao filme em questão, iremos conhecer Fernanda (Mônica Martelli). Uma mulher de 39 anos, divorciada, que cansou de ficar sozinha e está em busca de um novo relacionamento. Ela tem uma empresa de organização de casamentos junto com um amigo gay interpretado por Paulo Gustavo e conta também com a ajuda de uma amiga vivida por Daniele Valente.

Como a própria personagem diz numa determinada cena, ela chegou num nível que basta um homem ser educado com ela que já basta para ela se “apaixonar”. Então iremos acompanhar suas desventuras amorosas quando ela tenta se adaptar aos homens que se interessam nela de acordo com as personalidades deles.

O principal problema é a personagem principal pouco carismática. Os secundários vividos por Paulo e Daniele roubam a cena sempre que aparecem. Mas eles dois não aparecem tanto a ponto de garantir as risadas durante toda a duração do filme. Então quando Mônica está sozinha com seu namorado da cena as coisas não são tão divertidas. 

A história até foge de um clichê básico de comédias românticas já que ela não tem apenas um interesse romântico e sim alguns durante o filme. Pena que ele não se aproveite disso pois a trama acaba seguindo o caminho mais óbvio possível. A começar pela “piada” da protagonista que não consegue casar, mas vive de organizar o casamento dos outros. E no final quando ela finalmente conseguir o tão batalhado marido porque quer ter uma foto vestida de noiva para pendurar na parede as feministas irão ter crises de raiva. Isso pode até parecer um SPOILER, mas considerando o que você leu no  início do texto já imaginou que o final seria assim.
Continuando com o SPOILER, isso é interessante em falar. Ela só encontra o suposto amor de verdade quando ela não faz sexo com o pretendente no primeiro encontro (machismo ou só estava se “valorizando”?) e quando ela resolve escolher o cara e não esperar ser escolhida tentando se adaptar ao gosto eles. Essa segunda parte é boa e poderia até ter passado uma mensagem interessante, mas o filme prefere acabar com o óbvio casamento que fica parecendo final de novela.

No final fica aquela sensação de que o filme nem é tão ruim, tem bons momentos engraçados graças aos coadjuvantes e participações especiais, mas peca pelo óbvio e pela “lição de moral”. E claro, uma protagonista bem menos carismática que os secundários.
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