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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pedalando com Molière

Título Original: Alceste à bicyclette (França, 2013)
Com: Fabrice Luchini, Lambert Wilson, Maya Sansa, Camille Japy, Ged Marlon, Stéphan Wojtowicz, Annie Mercier, Christine Murillo, Josiane Stoléru e Laurie Bordesoules
Direção e Roteiro: Philippe Le Guay
Duração: 104 minutos

Nota: 4 (ótimo)

Pedalando com Molière” é uma comédia francesa bem interessante que mistura o humor com toques de drama numa história que fala sobre amizade e sobre a arte de interpretar. Iremos acompanhar 2 atores que resolvem se juntar para levar ao teatro uma das peças mais importantes do dramaturgo francês Molière: “O Misantropo”.


Confesso a minha ignorância sobre teatro e não conheço nada sobre essa obra de Molière, só o conheço pelo nome e pela importância. E esse ausência de conhecimento prejudica um pouco o apreciamento do filme já que temos várias referências pop entre a trama e a peça que quem conhecer sem dúvidas vai entender melhor as “piadas” do filme. Mas isso não impede de entender e gostar do filme.

Gauthier Valence (Lambert Wilson) é um famoso ator de televisão que resolve adaptar a peça “O Misantropo” ao teatro. Mas para ele isso só será possível se um antigo amigo participar. Então ele vai para o interior da França em busca de Serge Tanneur (Fabrice Luchini) que decidiu abandonar os palcos e viver uma vida tranquila e isolada na Ilha de Ré. O problema vai ser Gauthier conseguir convencer Serge a voltar a atuar.

O primeiro problema é decidir quem vai interpretar Philinte e quem vai ficar com Alceste, os papéis principais da peça. Surge a idéia que eles comecem a ensaiar e a cada dia um interprete o principal e o outro o secundário. Então os dois voltam a conviver juntos e essa convivência não vai ser fácil pois algumas coisas não resolvidas na vida deles vão surgir para complicar a situação.

A “piada” do título do filme é que na cidade onde eles estão a bicicleta é bastante utilizada como meio de transporte e também para bons passeios para aproveitar a bela paisagem do lugar. Inclusive o título original usa o nome de Alceste, personagem da peça, mas aqui no Brasil seria mais fácil a referência a Molière.
Como se trata de um filme francês não esperem que as coisas se resolvam facilmente ou até mesmo que se resolvam completamente. O roteiro foge do óbvio. O destaque fica por conta das interpretações de Wilson e Luchini que são muito boas e mostram uma ótima química entre eles. Pena que minha “ignorância” em relação a obra de Molière tenha me privado de apreciar melhor o filme.
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