propaganda

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos

Título Original: The Hobbit - War of The Five Armies  (Nova Zelândia/ EUA , 2014)
Com: Martin Freeman, Richard Armitage, Luke Evans, Evangeline Lilly, Lee Pace, Orlando Bloom, Cate Blanchett, Hugo Weaving, Christopher Lee, Billy Connolly, Aidan Turner, Ryan Gage, Ken Stott, Stephen Fry, Ian McKellen e a voz de Benedict Cumberbatch
Direção: Peter Jackson
Roteiro: Fran Walsh, Peter Jackson, Guillermo Del Toro e Phlippa Boyens
Duração: 144 minutos

Nota: 3 (bom)

Finalmente chegamos a conclusão em “O Hobbit - A Batalha dos Cinco Exércitos”, mas infelizmente não com aquela sensação de saudade ou de quero mais e sim de alivio após 3 filmes que tentam prolongar uma “história” de maneira desnecessária e “épica” tentando manter o mesmo tom da trilogia Senhor dos Anéis


Esse 3º filme é a prova do quanto a trama foi esticada sem necessidade apenas pensando em dinheiro (e infelizmente isso funcionou bem graças as bilheterias dos 3 filmes) e na “megalomania” de Peter Jackson. A 3ª parte já começa exatamente onde o anterior nos deixou e vemos o dragão Smaug destruindo a cidade. Não demora muito para esse “problema” ser resolvido e irmos para a guerra do título.

Na parte das batalhas o filme mostra suas qualidades já as cenas de lutas são muito bem realizadas e uso da técnica de filmar em 48 frames por segundo deixa a coisa ainda mais interessante. Mas vale ressaltar esse novo jeito de filmar teve um bom teste na trilogia Hobbit, mas ainda precisa ser melhor pensada e utilizada. Vamos ver se ela vai vingar. um dos problemas é o uso de câmera lenta que poucas vezes funciona, como na cena em Legolas (Orlando Bloom) sai pulando numa ponte sendo destruída.

Já que citei um dos personagens, é muito ruim ver como após 9 horas de história e os 12 anões são pouco explorados e apenas um ou outro realmente mostra alguma “personalidade” ou importância na história. Até os já conhecidos do Senhor dos Anéis não são bem explorados. E o próprio Bilbo (Martin Freeman) acaba virando um coadjuvante em sua própria história. A falta de personagens carismáticos e interessantes acaba deixando as cenas de ação sem muita emoção e a morte de alguns personagens não tem o efeito dramático esperado.

Como não tinha mais muita história, então o foco acaba sendo a batalha e o filme acaba virando praticamente uma grande e longa cena de guerras e lutas. E mesmo tendo uma duração menor que as duas primeiras partes (“apenas” 2 horas e meia), acaba sendo tão “cansativo” quanto os outros. Ainda assim é um filme divertido afinal de contas o universo dos personagens, a Terra Média, é legal.
Parece que no final das contas Peter Jackson virou um novo George Lucas (Star Wars). Talvez se ele tivesse ficado apenas como produtor e Guillermo Del Toro tivesse dirigido poderia ter contido um pouco dos exageros de Jackson que tentou de todas as formas fazer com que essa trilogia Hobbit se encaixasse no mesmo tom e universo do Senhor dos Anéis. Agora é torcer para que a Terra Média seja mantida em paz, só não sei por quanto tempo vão conseguir...
Postar um comentário