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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Selma: Uma Luta Pela Igualdade

Título Original: Selma ( EUA, Reino Unido, 2014)
Com: David Oyelowo, Carmen Ejogo, Tim Roth, Lorraine Toussaint, Mikeria Howard, Christina Rice, Ebony Billups, Nadej k Bailey, Elijah Oliver, Oprah Winfrey e Clay Chappell
Direção: Ava DuVernay
Roteiro: Paul Webb
Duração: 128 minutos

Nota: 5 (excelente)

Selma: Uma Luta Pela Igualdade” é um daqueles filmes que valem mais pelo que representam do que o filme em si e isso não é um demérito. Ele está junto com “12 anos de escravidão” ao abordar o tema sobre os negros e a luta por direitos e por igualdade. Talvez esse aqui seja mais “assustador” por fazer parte da história mais recente da humanidade e por percebemos ao final da exibição que ainda existe muito a ser feito.


Selma é uma cidade dos EUA localizada no estado do Alabama onde Martin Luther King Jr. começou sua luta histórica pela garantia do direito ao voto dos negros organizando uma passeata pacífica até a capital do estado para chamar a atenção do país para sua causa. Iremos acompanhar os bastidores e negociações envolvendo políticos e grupos locais para chegar a um acordo do que seria feito.

O ritmo do filme começa um pouco devagar e quem não conhece um pouco do que aconteceu vai demorar um pouco para se familiarizar com os fatos. Mas depois tudo flui muito bem conseguindo alcançar o apelo emocional e dramático da história.

O elenco é muito bom e o principal destaque fica por David Oyelowo que interpreta King. Ele consegue passar a emoção e força dos discursos numa atuação impressionante sem soar caricato. Os coadjuvantes também estão muito bem.

Outro destaque é o fato do filme ser dirigido por uma mulher negra: Ava DuVernay. Esse é seu primeiro trabalho de destaque no cinema após ter feito curtas, documentários e televisão. Ela achou a história perfeita para ganhar destaque.
Esse filme ainda ganha mais importância quando vemos o caso recente ocorrido na cidade de Ferguson onde policiais brancos mataram um negro causando uma série de revoltas e manifestações nos EUA. Estudo recente mostra que atualmente uma pessoa branca ganha em média 6 vezes mais que uma negra. E isso porque lá é primeiro mundo, imaginem a realidade aqui no Brasil. Então percebemos que a luta de King foi só mais um passo e que muita coisa ainda precisa ser mudada e conquistada para afastar o “fantasma” da escravidão da história da humanidade.
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