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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Ted 2

Título Original: Ted 2 (EUA, 2015)
Com: Mark Wahlberg, Amanda Seyfried, Jessica Barth, Giovanni Ribisi, Morgan Freeman, Sam J. Jones, Patrick Warburton, Michael Dorn, John Slattery, Cocoa Brown, John Carroll Lynch, Ron Canada, Dennis Haysbert, Tom Brady, Jay Leno e as vozes de Seth MacFarlane e Patrick Stewart
Direção: Seth MacFarlane
Roteiro: Seth MacFarlane, Alec Sulkin e Wellesley Wild
Duração: 100 minutos

Nota: 3 (bom)

Já era de se esperar por “Ted 2” após o sucesso do 1º filme que tinha uma história muito boa, boas piadas de humor negro e politicamente incorreto, apesar de se perder um pouco na parte final. A premissa desse novo filme é boa, mas infelizmente o roteiro não acerta muito e o resultado é bem irregular. 


A história não se sustenta pra um filme de quase 2 horas, nem mesmo com algumas subtramas incluídas. O filme acaba parecendo bastante com um episódio de Family Guy, série de animação de MacFarlane, ao usar várias referências pop a outros filmes (algumas muito boas, inclusive) e ter umas cenas para contar determinada história em uma situação absurda que não acrescenta muito a trama.

O ursinho Ted (voz de Seth MacFarlane) agora está casado, mas está enfrentando problemas em seu casamento. Uma chance de tentar salvar seu relacionamento é tentar ter um filho. Após uma pequena subtrama, com bons momentos, envolvendo achar um doador de esperma e adotar uma criança, finalmente chegamos a história principal. Ted é impedido de adotar porque não é considerado uma pessoa e sim um bem. Então ele e John (Mark Wahlberg) procuram a advogada Samantha (Amanda Seyfried) para lutar por seus direitos civis.

O filme tenta em alguns momentos até tentar ser um pouco sério ao ter uma cenas de “drama” de tribunal com direito a discursos sérios comparando a situação de Ted a luta de direitos dos gays e dos negros. Até faz algum sentido de certa forma, mas é difícil levar o filme a sério nesse sentido. Afinal o que não faltam são piadas machistas, racistas e homofóbicas. Mas tudo bem, o objetivo era ser politicamente incorreto no limite do aceitável e muitas vezes as piadas funcionam.

Agora se no filme anterior o personagem principal era John, aqui ele fica um pouco como coadjuvante. Como Mila Kunis não voltou para a continuação, ele agora está solteiro e temos mais uma subtrama dele tentando “voltar ao jogo” em encontrar uma nova garota. Bom, nem preciso dizer o que vai acontecer já que temos um novo personagem feminino né?
Faltou também um pouco de criatividade em criar um novo vilão para a história, então trouxeram novamente o do 1º filme. Donny (Giovanni Ribisi) está de volta com um novo plano para ter um Ted só para ele. Olha lá mais uma subtrama que garante mais alguns minutos de filme, principalmente na parte final com direito a uma cena na Comic Con de Nova York que apesar de ter momentos divertidos parece mais uma grande propaganda do evento.

Apesar desses problemas o resultado ainda sim é bem divertido. As piadas e as referências pop garantem a diversão. Tem inclusive uma cena em que a dupla principal vai num show de improvisação que é sensacional e já vale o filme. A química e carisma de Wahlberg e Ted/MacFarlane garantem o entretenimento e boas risadas. 
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