propaganda

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Tudo pela fama

Alguns comentários antes de começar a falar sobre o filme. Esse ano eu não tinha alugado nenhum filme em locadora. Seja por falta de tempo ou por dar prioridade ao cinema. Talvez esses tenham sido alguns dos motivos. Isso fez com que alguns filmes que eu perdi no cinema, ou aqueles que tenham saído direto em dvd, tenha ficado sem conferir. Mas nunca é tarde para correr atrás, ou pelo menos tentar. Vamos ver se eu consigo escrever sobre alguns que saíram direto em dvd, ou que só agora em saiu dvd estou conferindo.

Em mais uma sacada “genial”, os distribuidores de filmes conseguiram aprontar com “American Dreamz”. Primeiro o fato de resolverem lançá-lo direto em dvd, em um fato parecido com o de Super Nacho (tudo pronto para o lançamento, então chega na semana de lançar resolver deixar pra lá). Pelo menos esse já foi lançado, já o Nacho... O segundo é o seu título em português: “Tudo pela fama”. Tudo bem, não é tão bizarro quanto “Menina má.com”, mas com certeza merecia algo menos “comum”.

“Reclamações” feitas, vamos ao filme. Esse é o mais novo trabalho do diretor Paul Weitz, que dirigiu “American Pie” e “Um grande garoto”. O seu forte são as comédias, algumas mais “sérias” que as outras. Dessa vez ele resolveu pegar um tema sério e fazer uma comédia leve.

American Dreamz é o programa de maior audiência da tv americana. É algo tipo o American Idol (ou Ídolos aqui no Brasil), apesar de Weitz ter dito nunca ter visto um episódio do programa antes de escrever o roteiro. Martin Tweed (Hugh Grant) é o apresentador que apesar do sucesso não parece satisfeito com o programa. Enquanto isso são apresentados outros personagens, entre eles alguns candidatos ao programa. Temos um árabe mandado aos EUA para uma missão e uma loira ambiciosa que fará de tudo para ganhar (Mandy Moore). Isso sem falar do presidente dos EUA, vivido por Denis Quaid, que resolve começar a ler os jornais e descobrir um monte de “novas informações” preocupando o seu assistente (vivido por Willem Dafoe).

O que não falta no filme é uma ironia aos EUA. Seja parodiando o presidente ou o programa de tv. Mas apesar de “atingir” muitos alvos o objetivo dele não é fazer críticas sociais ou políticas relevantes. Tudo não passa de uma sátira ao mostrar o quão idiota e superficial a sociedade americana parece ser. Tudo isso mostrado em situações exageradas e cômicas, que nem por isso não deixam de ter um pingo de realidade.

Como eu falei anteriormente o filme é uma comédia leve, com garantia de boas risadas com as situações sem noção, sem ofender a sua inteligência e com um tom irônia meio exagerado. O elenco recheado de estrelas, algumas que já tinham trabalhado com Weitz em seus outros filmes, garantem a qualidade do filme. Digamos que ele consegue ser besta sem ser burro, se é que vocês me entendem.
Postar um comentário