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sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Volver

Título Original: Volver (2006)
Elenco: Antonio de la Torre, Blanca Portillo, Carmen Maura, Lola Dueñas, María Isabel Díaz e Penélope Cruz
Diretor: Pedro Almodóvar
Duração: 112 minutos


Volver” traduzido do espanhol significa voltar e tem muitos significados na nova obra de Pedro Almodóvar. Primeiro ele volta a região de La Macha, lugar onde nasceu e onde se passa a maior parte da história do filme. Voltou também a abordar o universo feminino e para isso convocou sua antiga musa Carmem Maura e também Penélope Cruz. Para completar foi também sua volta as pazes na Espanha, onde o filme foi sucesso de crítica e público, sendo escolhido como o representante do país na briga por uma vaga na disputa ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Os primeiros filmes de Almodóvar tinham o humor debochado como grande marca como em “Mulheres à beira de um ataque de nervos”, mas aos poucos ele começou a se aprofundar mais no drama principalmente nas suas obras mais recentes como “Tudo sobre minha mãe” ou “Fale com ela”. Agora com “Volver” ele parece ter manter um equilíbrio, mostrar uma história com um tom mais leve, sem muita ambição e de maneira mais tradicional, principalmente na narrativa. Talvez por isso o resultado final não seja um filme “surpreendente” como geralmente costumam ser, mas nem por isso seja ruim. Muito pelo contrário, mantém a mesma qualidade que sempre tiveram.

Depois de revelada pelo próprio Almodóvar, Penélope Cruz foi para os EUA e teve uma carreira não muito interessante. Ela ganhou um filme feito especialmente para ela. Incrível como o diretor espanhol tem o poder de tirar atuações brilhantes de seus atores. No festival de Cannes tanto Penélope quanto Carmem ganharam um troféu conjunto pôr suas atuações. Além disso o filme levou também o prêmio de melhor roteiro.

Na história os homens são colocados novamente no pano de fundo e são as mulheres que tomam conta. O universo feminino é uma especialidade de Almodóvar. Aqui os homens são apenas problemas, nada mais do que isso. O que é uma visão bastante irreverente e irônica, principalmente dentro de um país com uma cultura tão machista quanto a Espanha. O povo de lá é sempre mostrado muita perfeição em seus hábitos e costumes em seus filmes. Grande parte dos temas retratados na trama já foram visitados em outras de suas obras, como por exemplo a morte.

Como eu falei que o filme não é surpreendente, então para não estragar a história não irei falar muito sobre ela. Os elementos da trama guardam algumas pequenas revelações e surpresas. Basta saber que é um filme sobre família, relação entre mãe e filha e coisas relacionadas. Ou talvez a grande surpresa do filme seja o fato dele ser tão “comum”, pelo menos para os padrões de Almodóvar. Isso em relação ao tom da história, já que em outros aspectos como edição, fotografia e interpretações, a qualidade de sempre esteja presente. Sem dúvidas um trabalho muito bom.
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