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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Rocky Balboa

Título Original: Rocky Balboa (2006)
Elenco: Sylvester Stallone, Burt Young, Milo Ventimiglia, Tony Burton, James Francis Kelly III, Antonio Tarver e Geraldine Hughes
Diretor: Sylvester Stallone
Duração: 103 minutos


É impossível não fazer um paralelo entre a carreira de Sylvester Stallone e a de Rocky, seu personagem mais famoso. Quando foi anunciado que ele iria filmar mais um Rocky e também Rambo as dúvidas ficaram no ar. Conseguiria ele fazer um filme digno do personagem, ainda mais depois da tentativa frustrada com o terrível Rocky 5? Com o tempo mais notícias foram aparecendo, fotos e também o trailer e a coisa prometia bastante. Mesmo que fosse ruim, só a curiosidade já valia a pena. E não é que “Rocky Balboa” é um bom filme. Só não é melhor que o primeiro, é claro. Ele conseguiu resgatar o espírito original da história e também dar um final digno ao personagem. Pelo menos assim a gente espera.

Na história Rocky está vivendo uma vida pacata como dono de um restaurante que leva o nome de sua amada Adrian, que faleceu. Ele vive do passado, contando histórias de suas lutas. Além disso, tem problemas de relacionamento com seu filho que não gosta de viver na sombra do sucesso do pai. Ele então resolve voltar a lutar, afinal de contas era a única coisa que ele realmente sabia fazer. Enquanto isso Mason “The Line” Dixon, o atual campeão dos pesados, passa pelo drama de não ter o reconhecimento do público apesar do sucesso profissional e financeiro. Depois que um programa de tv faz uma simulação virtual na qual Rocky ganharia de Dixon, os empresários do campeão vêem numa luta de verdade o ajudaria a ganhar o respeito dos fãs do Boxe. Seria a chance de ambos os lutadores provarem seu valor.

O filme na verdade foca mais no drama de Rocky. Quem for ao cinema esperando por muita ação e cenas de luta pode esquecer. O foco mesmo é o drama do personagem e aí está o grande mérito da história em resgatar o espírito do primeiro filme. O importante não era vencer ou perder, ou a luta do bem contra o mal e coisas do tipo, mas sim o drama do personagem principal com suas motivações. Depois da fama e do sucesso, a única coisa que ele quer provar é que ainda é capaz de lutar, simples assim.

Assim podemos fazer o paralelo do personagem Rocky com a carreira do próprio Stallone. Ele já teve fama, sucesso, e ao resgatar o personagem ele tenta apenas mostrar que ainda sabe fazer o que fazia antes que é atuar e contar uma boa história. Foi um projeto bastante arriscado, mas assim como Rocky ele soube fazer a coisa certa.

Então 30 anos após o primeiro filme, que para quem não sabe ganhou o Oscar de melhor filme. Stallone consegue contar uma história tão boa quanto aquela, e volta a dar uma dignidade a sua carreira e ao personagem. Vamos agora esperar para ver se ele vai conseguir fazer a mesma coisa com Rambo. É aguardar pra ver.

Uma curiosidade importante a ser citada foi o fato do filme ter estreado primeiro aqui em Salvador do que no resto do Brasil, fato realmente inacreditável. Mas deixe-me explicar direito o ocorrido. Na verdade o filme estréia mesmo nessa Sexta dia 9, mas desde a última Sexta ele está em cartaz como pré-estréia com sessão todos os dias. Mas aqui em Salvador ele realmente estreou, tendo sessões durante todo o dia. A explicação disso eu não sei. Talvez porque aqui seja a terra do box, já que temos o “astro” Popó. Em compensação a estréia do filme “O homem duplo”, que aconteceu na última Sexta lá no Brasil, por aqui está sem previsão. Pois é, nada é perfeito.
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