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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Eu Sou a Lenda

Título Original: I Am Legend (2007)
Com: Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan, Salli Richardson e Willow Smith
Direção: Francis Lawrence
Roteiro:Akiva Goldsman e Mark Protosevich
Duração: 101 minutos


Nota: 2 (regular)

Eu Sou a Lenda” é a terceira adaptação para os cinemas do romance de 1954 escrito por Richard Matheson. Essa nova produção já vinha tentando ser realizada na década passada em Hollywood e estava nas mãos do diretor Ridley Scot contando com Arnold Schwarzenegger como protagonista. Não acabou seguindo adiante e somente agora a nova adaptação chegas as telas, dessa vez com Will Smith como protagonista e direção de Francis Lawrence.

Smith vive cientista militar Robert Neville, único sobrevivente de uma epidemia que começou em Nova York, causada por um vírus que tinha como objetivo curar o câncer, mas acabou causando morte e mutações nos humanos. Os infectados viram um mistura de zumbis com vampiros. Três anos após o início da infestação, Neville vaga por Nova York junto com sua cadela Sam em busca de outros sobreviventes e também de alimentos e mantimentos. Ele também continua sua pesquisa em busca de uma cura para a doença.

As cenas na Nova York vazia são bem interessantes, mas sem dúvidas não tem o mesmo impacto da Londres vazia captada em “Extermínio”. Em alguns momentos são muito artificiais, mas nem por isso mal realizadas. Will Smith segura bem o filme com uma boa atuação, grande parte do tempo apenas acompanhado da cadela Sam, sendo o grande destaque do filme. Sem usar o seu lado cômico ele consegue construir muito bem o personagem.

Uma estrutura narrativa interessante é utilizada, contando uma parte da história utilizando flashbacks, evitando assim que o filme fique muito tempo apenas com Smith sozinho em Nova York em cena. O problema é não saber manter um equilíbrio entre os gêneros nos quais ele aborda: suspense, terror, ficção científica e até mesmo ação e aventura. As cenas de tensão e ação são bem fracas ficando bem atrás de outros “filmes de zumbi” ou de gêneros parecidos.

Na parte da ficção científica a coisa até caminha bem, dando uma visão realista do ocorrido, mas sem tentar dar muitas explicações sobre o que realmente aconteceu com os humanos. O fato é que algum gênio resolveu colocar uma referência pop a Bob Marley que é muito sem noção. Como assim um cientista militar que não acredita em Deus, mas segue o exemplo de Marley!? Mas enfim...

Na parte final do filme surge a presença da atriz brasileira Alice Braga, com o segundo maior papel de destaque após o de Smith. Sua personagem surge meio do nada e de maneira meio equivocada, mas ela faz bem a sua parte.

No final das contas fica um filme que tinha uma premissa interessante, mas seu resultado final é apenas razoável. Talvez nivelando por baixo possa até ser considerado um bom filme ou se for comparar com o longa anterior do diretor Francis Lawrence, o terrível “Constantine”. Fica aquela sensação que o filme realmente poderia ter sido muito bom, mas infelizmente não é.
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