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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

Título Original: Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street (2007)
Com: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Jamie Campbell Bower, Alan Rickman, Timothy Spall, Sacha Baron Cohen e Jayne Wisener
Direção: Tim Burton
Roteiro: John Logan, Christopher Bond, Hugh Wheeler e Stephen Sondheim
Duração: 116 minutos


Nota: 5 (excelente)

O diretor Tim Burton e o ator Johnny Depp trabalham juntos pela sexta vez em “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”. O filme é uma adaptação para o cinema do musical da Broadway escrito por Stephen Sondheim, que por sua vez era adaptado de uma peça de Christopher Bond.

Após ter flertado com o gênero musical nos filmes “A Fantástica Fábrica de Chocolates” e “A Noiva-Cadáver”, aqui ele o assume por completo. O próprio Depp ficou na dúvida se seria capaz de assumir o papel por achar não ter capacidade de cantar.

Logo de início é bem estranho ver atores conhecidos como Depp, Helena Bonham Carter, Alan Rickman e até mesmo Sacha Baron Cohen mostrando seus dotes como cantores. Tudo bem, nenhum deles é cantor de verdade, mas todos mostram que o valor da interpretação está acima disso e acabam sendo bastante competentes. Após o estranhamento inicial logo se pensa, como é que eles nunca cantaram antes?

Apesar de musical ser uma novidade na filmografia de Burton, todas as características marcantes de seus filmes estão presentes. Desde o visual gótico e dark, além é claro de uma história trágica junto com humor negro. A violência é mostrada de maneira surreal. Assim o sangue mostrado na tela é tão vermelho que contrasta com a escuridão da fotografia. Lembra bastante o que já foi visto em “A lenda do cavaleiro sem cabeça”.

Sweeney Todd (Depp) volta a Londres em busca de vingança após ter sido preso injustamente por ordem do juiz Turpin (Rickman) e ter perdido sua mulher e filha pequena. Conhecido antes como Benjamin Baker, o barbeiro muda de nome e seu retorno é para se vingar da cidade e principalmente do juiz. Suas armas são suas amigas navalhas. O visual de Todd até lembra um pouco o de “Edward mãos de tesoura”.

A sintonia entre Burton e Depp continua perfeita e a facilidade que os dois têm em trabalhar juntos pode ser sentida na tela. Mesmo com um bom elenco e boas atuações é Depp quem acaba se destacando e roubando a cena. Outra que vem trabalhando sempre com Burton é sua mulher Helena Bonham Carter.

As músicas servem para contar a história e não são simples números musicais cheio de coreografias. A edição intercala bem os momentos de cantoria dentro do desenvolver da história para dar certa agilidade, sem ficar parecendo que a música não acrescentou em nada o andamento da trama.

Aqueles que já têm um preconceito inicial contra filmes musicais terão dificuldades em quebrar essa barreira e conseguir gostar do filme. Quem não tem problemas com o gênero irá se deliciar com mais um grande filme na filmografia de Burton.

Infelizmente o filme acabou ficando fora das categorias principais do Oscar, fora a indicação de Depp de melhor ator, ficando com indicações a melhor direção de arte e melhor figurino.
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