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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sexta-Feira 13

Título Original: Friday the 13th (EUA, 2009)
Com: Jared Padalecki, Danielle Panabaker, Amanda Righetti, Travis Van Winkle, Aaron Yoo, Derek Mears, Jonathan Sadowski, Julianna Guill, Ben Feldman e Willa Ford
Direção: Marcus Nispel
Roteiro: Damian Shannon, Mark Swift e Mark Wheaton
Duração: 97 minutos


Nota: 1 (ruim)

Depois de “reimaginarem” e estragarem “O Massacre da Serra Elétrica”, o diretor Marcus Nispel e o produtor Michael Bay se juntaram novamente, dessa vez para fazer a refilmagem de outro clássico dos filmes de terror: “Sexta-feira 13”. E melhor ainda, o filme ainda iria estrear numa sexta-feira 13. Ir assistir na estréia seria uma piada imperdível, algo parecido com o que aconteceu com “A Profecia” que estreou no dia 06/06/06.

A bem da verdade é que a série de filmes “Sexta-feira 13” sempre foi fraquinha, ainda mais se comparada com “Halloween” e “A Hora do Pesadelo” (que também vai ganhar refilmagem em breve). No primeiro filme o assassino nem era o Jason, e sim a sua mãe. Foi apenas na parte 2 que ele deu as caras, ainda com um saco na cabeça. Somente no terceiro que surgiu a clássica máscara de hóquei.

Os filmes nunca se levaram a sério e soavam mais como comédia do que filme de terror. A graça era a tosqueira, as mortes bizarras e os absurdos da imortalidade do Jason. Então a idéia de fazer uma refilmagem até que não era ruim. O problema foi que exageraram no tom sério e mudaram algumas características do personagem principal que acabaram perdendo a graça, além de resultar num filme fraco.

A história da mãe aparece rapidamente na introdução junto com os créditos. Aí depois resolvem usar esse lado psicológico do personagem, a influência da mãe, sem ter explorado e mostrado direito. Para completar o acampamento de Crystal Lake virou apenas um refúgio para o Jason e não um lugar onde os jovens vão passar as férias e acabam virando vítimas do assassino. Inventaram então uma história de um casal de irmãos, onde a irmã some na floresta e o irmão vai atrás. Não adianta de nada, os personagens são tão sem graça que você mal vê a hora de Jason ir matá-los.

Na verdade o problema pior mesmo é o Jason. Ele agora foi promovido a um assassino mais “inteligente” e ao mesmo tempo tão “burro” quanto antes. É capaz de usar outras armas, como um arco e flecha, e não somente o facão. Faz até armadilhas para matar, mas ao mesmo tempo é estúpido o suficiente para não ir e assassinar logo a galera de maneira rápida e eficaz. E viva a incoerência!

O final também não me agradou por causa da “deixa” para o próximo filme, mas não irei estragar a “surpresa”. O desenrolar da história acaba sendo tão chato que você mal vê a hora da coisa se resolver logo e o filme acabar. Incomodaram-me também os excessos de closes que acabam tornando boa parte das cenas um pouco confusas.

O resultado final é um filme que é muito ruim para ser levado a sério como ele tenta ser, não sendo nem assustador e nem mesmo engraçado por causa das tosqueiras, é apenas ruim mesmo. Uma pena, a idéia era até interessante, pena que não foi bem executada.
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