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quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Exterminador do Futuro: A Salvação

Título Original: Terminator Salvation (EUA, 2009)
Com: Christian Bale, Sam Worthington, Anton Yelchin, Moon Bloodgood, Bryce Dallas Howard, Common, Jane Alexander e Helena Bonham-Carter
Direção: McG
Roteiro: John D. Brancato, Michael Ferris
Duração: 116 minutos

Nota: 3 (bom)

Após o fracasso de “O exterminador do futuro 3” era difícil imaginar mais uma continuação para a franquia. Mas aos poucos foram ensaiando uma volta. Primeiro foi a série de TV “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”, que durou apenas 2 temporadas. Com “O Exterminador do Futuro: A Salvação” a série ganha um novo fôlego e faz com que se esqueça um pouco do desastre do terceiro filme.

O filme tem como objetivo dar um novo ânimo a franquia, mas sem começar do zero como está em moda atualmente como em “Batman Begins” e “Star Trek”. Aqui a idéia é fazer algo novo, mas usando as idéias e a história já existente, principalmente dos 2 primeiros filmes.

O que chama a atenção do filme é a presença do ator Christian Bale, que vive John Connor. Dessa vez o personagem é o principal da história, mas irá dividir as atenções com um novo personagem chamado Marcus, vivido pelo ator Sam Worthington. Ele inclusive foi um grande achado e mostra bastante talento, inclusive está em “Avatar”, novo filme de James Cameron (diretor dos 2 primeiros “Exterminador do Futuro”) que estréia no final do ano.

A direção ficou a cargo de McG, diretor bom em cenas de ação como em “As Panteras”, que aqui tenta mostrar um lado mais sério. Digamos que ele tenha respeitado bem a história, tenha feito boas cenas de ação, mas mesmo assim o filme tem alguns problemas. Não chegam a comprometer muito o resultado final, que é um filme bem divertido e bacana, que irá apagar um pouco a má impressão deixado pelo ‘Exterminador 3’.

Se nos outros filmes a história era sempre centrada na volta no tempo, onde um exterminador enviado pelas máquinas e um protetor enviado pelo humanos voltavam no tempo, um com objetivo de matar alguém da família Connor (Sarah no 1 e John no 2 e no 3), aqui a coisa muda de figura. Vemos John no futuro, em 2018, lutando contra as máquinas. Quem viaja no tempo é o personagem de Marcus, que é mostrado no início do filme em 2003 onde aceita participar de alguma experiência e acorda em 2018 sem saber o que aconteceu.

O futuro retratado no filme lembra bastante o visual de “Mad Max”. Foi até usado um película com tratamento em prata, que deu a imagem uma qualidade estranha, de cores mortas. Alias, a parte técnica do filme é muito boa. Boas cenas de ação que usam bem a computação gráfica.

No final do filme temos uma deixa para futuras continuações, é claro. Então caso o filme faça sucesso podem esperar mais continuações vindo por aí. Para quem achava que a franquia estava acabada, ela mostra que ainda tem coisa para mostrar.

É possível fazer um filme do “Exterminador do Futuro” sem a presença de Arnold Schwarzenegger? O ator parou de atuar e virou governador do estado da Califórnia nos EUA. Para responder se ele está presente ou não no filme, irei dizer a mesma coisa que o diretor falou: você assistiu “O curioso caso de Benjamin Button”?
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