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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Nine

Título Original: Nine (EUA, 2009)
Com: Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Judi Dench, Stacy Ferguson, Kate Hudson, Nicole Kidman e Sophia Loren
Direção: Rob Marshall
Roteiro: Michael Tolkin e Anthony Minghella, baseado em livro de Arthyr Kopit e em roteiro de Federico Fellini, Ennio Flaiano, Tullio Pinelli e Brunello Rondi
Duração: 118 minutos

Nota: 2 (regular)

O diretor Rob Marshall tinha feito uma excelente estréia no cinema com “Chicago”, mas errou um pouco a mão com “Memórias de uma gueixa”, onde deixava o musical de lado. Com “Nine” ele volta ao mundo dos musicais onde sua carreira começou quando era apenas coreógrafo. Ele reuniu um elenco impecável cheio de estrelas numa homenagem ao filme “8 ½” do italiano Federico Fellini. Todos os elementos para um bom filme estão presentes, mas infelizmente o resultado mostrado na tela não é satisfatório.

Daniel Day-Lewis vive Guido, um grande diretor de cinema italiano prestes a começar a filmar seu novo filme, mas ainda não teve a inspiração para escrever o roteiro. Enquanto a produção do filme começa, ele luta para tentar começar a escrever algo enquanto tenta resolver seus problemas pessoais refletindo sobre sua vida.

Nisso temos os números musicais com cada um dos protagonistas tendo a sua música. Os números funcionam algumas vezes como flashback, mostrando a infância de Guido, ou como devaneio dos personagens fora do mundo real, como o próprio Guido cantando sobre achar que não vai conseguir fazer o filme.

Essa forma de narrativa acaba fazendo com que o filme vire uma coisa totalmente caótica e um pouco distante. Nenhum dos personagens mostra muito carisma, principalmente o Guido, protagonista da história. A idéia de mostrar as maravilhas sobre a realização de um filme não funcionam de maneira satisfatória. Além disso, a homenagem aos italianos soa bastante forçada, principalmente graças ao sotaque dos personagens.

No final das contas o filme tinha tudo para ser bom, mas o resultado deixa bastante a desejar. Com alguns poucos bons momentos, como o número musical “Cinema Italiano” cantado por Kate Hudson que é a melhor cena do filme, o filme não consegue entregar o prometido.
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