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terça-feira, 27 de abril de 2010

Alice no País das Maravilhas

Título Original: Alice in Wonderland (EUA , 2010)
Com: Johnny Depp, Anne Hathaway, Helena Bonham-Carter, Crispin Glover, Alan Rickman, Mia Wasilkowska, Stephen Fry, Michael Sheen e Timothy Spall
Direção: Tim Burton
Roteiro: Linda Wolverton
Duração: 108 minutos


Nota: 3 (bom)

Era muito grande a expectativa em relação ao filme “Alice no País das Maravilhas”. O clássico da literatura infantil na visão do diretor Tim Burton, dono de um estilo próprio de fazer filmes, mais uma vez em parceria com Johnny Depp e a cereja do bolo seria o fato de ser em 3D. Não tinha como dar errado, o filme é legal e divertido, mas desculpe pelo trocadilho, ele não é uma maravilha.

Bom, eu confesso que me diverti durante a sessão e dei várias risadas. Mas pela reação da platéia acho que eu era um dos poucos que estava gostando. O grande problema do filme é o roteiro que é bastante regular. Na tentativa de agradar todas as idades, principalmente os mais novos, acaba não agradando com satisfação nenhuma das idades.

O filme acaba sendo um filme de personagens, pois eles individualmente acabam se destacando em relação a história. O grande destaque é a rainha vermelha interpretada por Helena Bonham-Carter. Sem dúvidas os melhores momentos são dela. Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco está bem, até bastante contido, mas sem brilhar muito.

A idéia do filme é interessante ao mostrar uma Alice mais velha e o que aconteceria se ela voltasse ao País das Maravilhas, mas o desenvolvimento da trama não ajuda muito a se criar uma empatia pela protagonista ao ponto de fazer com que a platéia torça por ela. A novata Mia Wasilkowska até se esforça como Alice, mas o roteiro realmente não ajuda.

O visual, como em todo filme de Burton, também merece destaque tanto pelos cenários quanto pelo figurino. O efeito 3D é apenas um complemento e não um elemento que ajuda e faz parte da narrativa, o que pode acabar sendo um pouco decepcionante.

Parece que no final das contas a volta de Burton a Disney não tenha tido um resultado criativo muito bom, mas em compensação foi bastante lucrativo então o estúdio do Mickey está feliz da vida. Resta então aos fãs do diretor que o seu próximo trabalho seja tão maravilhoso quanto sua filmografia e não apenas um filme bom e legal.
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