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sábado, 3 de abril de 2010

Halloween II

Título Original: Halloween II (EUA , 2009)
Com: Sheri Moon Zombie, Chase Wright Vanek, Scout Taylor-Compton, Brad Dourif, Caroline Williams, Malcolm McDowell, Tyler Mane e Dayton Callie
Direção e Roteiro: Rob Zombie
Duração: 105 minutos


Nota: 3 (bom)

O músico e diretor Rob Zombie foi convocado novamente para fazer a continuação da saga de Michael Myers. Em “Halloween II” ele segue com sua visão da história com mais liberdade do que no primeiro filme.

O primeiro “Halloween” seguiu bastante o filme original de 1978 de John Carpenter, acrescentando mais a história mostrando o lado mais psicológico da origem de Michael Meyers, que assassinou sua família ainda criança.

Essa continuação começa 1 ano após o ocorrido. Laurie (Scout Taylor-Compton), a irmã e única sobrevivente dos crimes do irmão, está tentando seguir a sua vida, ainda perturbada com o ocorrido. Enquanto isso Michael (Tyler Mane) está sumido, mas com a chegada da festa de Halloween ele resolve ir atrás da irmã novamente. Completa a história o dr. Loomis (Malcolm McDowell), que cuidava de Michael no hospital e agora escreveu um livro sobre os crimes e lucra com isso.

Zombie é fã de filmes de terror e conseguiu criar um bom estilo em fazer filmes do gênero. Como já foi dito, aqui na continuação ele teve mais liberdade para levar a história para onde quisesse. A continuação do filme original era praticamente uma repetição do filme original. Zombie usa mais uma vez o lado psicológico do personagem, dessa vez na figura da mãe (interpretada por Sheri Moon Zombie, mulher de Rob).

A distribuidora aqui do Brasil, a Playarte, resolveu lançar a versão original sem cortes, diferente do que tinha feito com o primeiro filme com o intuito de ter uma censura menor. Agora a censura é 18 anos e toda a violência e cenas mais fortes estão presentes. Afinal de contas, filme de terror desse estilo sem sangue não tem graça.

O interessante é que Zombie consegue construir uma história em cima do personagem, além de fazer algumas homenagens com algumas referências, construindo um filme de terror bacana, com sangue e violência e para os fãs do gênero, diferente do que fizeram com “Sexta-feira 13” transformando numa bobagem para adolescente americano.

As atuações competentes também contribuem para o resultado positivo, principalmente por parte de Malcolm McDowell que tem as melhores cenas. A única coisa que incomoda um pouco, mas não chega a comprometer, são as visões da mãe do Meyers. Talvez se ele tivesse usado um pouco menos esse recurso ele tivesse um efeito maior. No final das contas o resultado é um bom filme, que tem tudo para agradar aos fãs da série e também dos filmes de terror de verdade.
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