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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Tron: O Legado

Tron Legacy (EUA , 2010)
Com: Jeff Bridges, Garrett Hedlund, Olivia Wilde, Bruce Boxleitner, James Frain, Beau Garrett, Michael Sheen, Anis Cheurfa, Serinda Swan, Yaya DaCosta, Elizabeth Mathis, Kis Yurij, Conrad Coates e Daft Punk
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Edward Kitsis e Adam Horowitz
Duração: 125 minutos

Nota: 5 (excelente)

Em 1982 quando “Tron - Uma Odisséia Eletrônica” era um filme realmente a frente do seu tempo. Foi um filme ousado, ainda mais que foi produzido pela Disney. Sua história era completa para a época ao retratar o mundo computacional quando ainda não era comum ter computadores em casa. Além disso, usou massivamente de efeitos especiais. Dos seus 96 minutos de duração, 20 eram gráficos digitais, algo impressionante para seu tempo. Foi um projeto ambicioso e acabou sendo um fracasso de bilheteria.

Anos mais tarde, nos anos 90, ele acabou ganhando o status de “cult” e um certo sucesso. Desde então a Disney ensaia uma continuação para ressuscitar a franquia, que começou timidamente com alguns jogos de videogame. Eis então que finalmente em 2010 chega aos cinemas “Tron: O Legado” com objetivo de de fazer dinheiro e fazer uma franquia de sucesso. Dessa vez o objetivo foi alcançado.

Não tinha como ser inovador e dificilmente seria possível criar o mesmo impacto visual que o primeiro filme causou. A continuação vem para provar o quanto o primeiro era bom, agora com efeitos atuais num filme que realmente combina com o seu tempo. E o resultado é um excelente filme que irá satisfazer os fãs, como esse que vos escreve, além de apresentar a franquia a uma nova geração.

O visual é o grande destaque do filme. É impressionante ver Tron nos tempos atuais, ainda mais em 3D onde é possível apreciar melhor o visual *. Some isso a sensacional trilha sonora feita pelo Daft Punk e a experiência de diversão está garantida.

* obs: Vale ressaltar que o filme não é todo em 3D, algumas cenas sem necessidade não usam o recurso, mas você continua vendo com o óculos. Isso é bom que cansa menos os olhos e torna a experiência menos desconfortável.

A história continua os acontecimentos do primeiro filme, mas não se preocupe pois não é necessário ter assistido-o para entender a trama. Jeff Bridges está de volta ao papel de Kevin Flynn, agora preso em seu mundo virtual cabendo então ao seu filho Sam (Garrett Hedlund) tentar resgatá-lo. O problema é que “A Grade” (nome do mundo virtual) é controlada por Clu, um clone digital de Kevin. Sam terá, assim como seu pai no primeiro filme, participar dos jogos e lutar contra o “sistema”.

Jeff Bridges em papel duplo está mais uma vez muito bem, mesmo quando está sob uso de efeitos especiais para ficar mais jovem na figura do vilão Clu (algo parecido com que foi feito com Brad Pitt em “O Curioso Caso de Benjamin Button”). Olivia Wilde no papel de Quorra também esbanja simpatia e a participação especial de Michael Sheen (“A Rainha”) também merece destaque. Garrett Hedlund como o novo protagonista não faz feio, mas parece meio apagado perto dos seus colegas de cena, mas não chega a comprometer o filme.

O grande lance do filme é manter a essência do primeiro. O roteiro não tenta inovar e nem complicar caindo na armadilha do primeiro, mas mantém os mesmos elementos. Se antes a ambição era inovar, agora é apenas provar o quanto a franquia é boa apresentando-a a uma nova geração e também garantindo a felicidade dos fãs antigos. Nisso tudo funciona muito bem, a diversão está lá e dessa vez o retorno financeiro parece que vai dando certo.
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