propaganda

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Os Descendentes

Título Original: The Descendants (EUA , 2011)
Com: George Clooney, Judy Greer, Shailene Woodley, Matthew Lillard, Beau Bridges e Robert Forster
Direção: Alexander Payne
Roteiro: Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash
Duração: 115 minutos

Nota: 5 (excelente)

O diretor Alexander Payne está de volta com o filme “Os Descendentes”, que conta com George Clooney como protagonista. Payne vem construindo uma carreira bem interessante com filmes que conseguem mostrar o drama de pessoas comuns, com toques de comédia, capazes de emocionar e divertir sem soar forçado.

Ele virou especialista em contar histórias de homens comuns de meia-idade que após terem o “tapete puxado” e sua realidade sacudida precisam entender onde estão e o que fazer para seguir adiante. Assim foi em “Sideways”, “A Eleição” e “As confissões de Schmidt”. Dessa vez o papel ficou com Clooney.

Na história Clooney vive Matt King, um advogado que mora no Havaí. Sua vida muda quando sua esposa sofre um acidente de barco e entra em coma. Ele vai ter que se virar para cuidar das 2 filhas, sendo que ele era um pai ausente. Ao mesmo tempo tenta continuar trabalhando e também precisa resolver junto com um grupo de primos se irá vender ou não um terreno herdado pela família. Para complicar ainda mais a situação ele também descobre que sua mulher estava traindo.

Payne constrói muito bem a narrativa equilibrando muito bem o tom de drama com toques de comédia, mantendo a emoção da história com um toque leve sem soar artificial, superficial ou forçado. O melhor é que a trama sempre segue por um caminho que geralmente não é o que a gente espera.

O elenco também é muito bom a começar pelo protagonista. Clooney entrega uma excelente atuação, construindo muito bem o personagem do homem comum totalmente perdido sem saber como lidar com a situação inusitada e delicada na qual se encontra.

O filme consegue capturar um pouco da natureza humana, mostrando um melodrama familiar sem soar piegas e forçado, com muita sutileza e realidade. Impossível não se identificar com os personagens e a história. Payne constrói bem a saga do personagem em busca de reflexão e autodescobrimento.
Postar um comentário